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Beber café ou descafeinado pode ajudar a evitar doença hepática crónica

Um novo estudo sugere que pessoas que bebem café regularmente têm uma menor probabilidade de desenvolver doença hepática crónica do que aqueles que não bebem café.

Esta é uma boa notícia para todos os amantes de café ou, para aqueles que o preferem, descafeinado. Um novo estudo sugere que pessoas que bebem café regularmente têm um risco reduzido de desenvolver doença hepática crónica.

A doença hepática crónica é qualquer forma de doença hepática avançada, em que o fígado foi exposto, de forma continuada, a uma ou várias formas de agressão.

O fígado é um órgão imprescindível à manutenção do equilíbrio do nosso organismo, sendo responsável por funções tão importantes como a formação de fatores para a coagulação do sangue ou a eliminação de toxinas.

A equipa de investigadores analisou dados de 384.818 pessoas que bebem café regularmente e 109.767 pessoas que não bebiam café. Os participantes foram monitorizados durante mais de dez anos, avaliando condições relacionadas com o fígado, como a doença hepática crónica e a esteatose hepática, conhecida como fígado gordo.

“No geral, o café parece ser benéfico. Isto não diz respeito apenas à doença hepática crónica, mas também a outras doenças, como doença renal crónica e alguns tipos de cancro”, sublinha o autor do estudo, Oliver Kennedy, citado pela New Scientist.

“Ninguém sabe exatamente quais compostos são responsáveis pelo potencial efeito protetor contra doenças hepáticas crónicas. No entanto, as nossas descobertas de que todos os tipos de café são protetores indicam que uma combinação de compostos pode estar em ação”, acrescentou o investigador.

Os participantes que bebiam café consumiam em média duas chávenas de café descafeinado, solúvel ou moído por dia. Eles apresentaram um risco 21% menor de desenvolver doença hepática crónica e um risco 20% menor de desenvolver doença hepática crónica ou esteatose hepática em comparação com os que não bebiam café.

O estudo foi publicado recentemente na revista científica BMC Public Health.

  Daniel Costa, ZAP //

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