Butão conta apenas uma morte por covid-19 desde o início da pandemia

O Butão, um pequeno país que faz fronteira com a China e com a Índia, registou apenas uma morte por covid-19 desde o início da pandemia.

O pequeno Butão mostrou ser grande na batalha que o mundo trava contra a covid-19: o país, que faz fronteira com a China e com a Índia, é um exemplo de sucesso graças à campanha de prevenção levada a cabo pelo Governo desde janeiro de 2020 e à cooperação e solidariedade da população.

No dia 7 de janeiro, um cidadão de 34 anos, internado num hospital de Timbu com problemas de fígado e rins, acabou por morrer de complicações relacionadas com a covid-19. Quase um ano desde o início da pandemia, esta é a primeira e única morte derivada da doença registada pelo país, avança a CNN.

Quando o novo coronavírus começou a cavalgar no continente asiático, o Butão tinha reunidas todas as características de uma tempestade perfeita – a começar pelo facto de só ter 337 médicos para uma população de 760 mil pessoas, sendo que apenas metade destes médicos tinham treino avançado para cuidados intensivos. Além disso, o país só tinha uma máquina PCR para poder testar análises do vírus.

Numa primeira fase, a chave para o sucesso do Butão prendeu-se com a rapidez da reação aos primeiros avisos vindos da vizinha China, escreveu a jornalista Madeline Drexler na revista The Atlantic.

Apenas 11 dias depois de a China reportar pela primeira vez à Organização Mundial de Saúde (OMS) um “surto de pneumonia de origem desconhecida”, o Butão começou a preparar o seu plano de resposta nacional e a 15 de janeiro já impunha a medição de febre nos seus quatro aeroportos.

A intensa campanha de prevenção permitiu que o Butão só registasse o seu primeiro caso de covid-19 no dia  6 de março de 2020. Nas 6 horas seguintes à confirmação da primeira infeção, foram identificados e colocados em quarentena mais de 300 possíveis contactos do infetado, conta a Visão.

O Governo do Butão começou a fazer declarações claras e periódicas ao país; as escolas foram encerras – assim como ginásios, cinemas e instituições públicas -; as vistas de turistas foram proibidas e os horários de trabalho flexibilizados. Cinco dias depois de a OMS declarar a covid-19 como uma pandemia, a 16 de março, o Butão instituiu uma quarentena obrigatória para todos os cidadãos com possíveis exposições ao vírus.

Os casos positivos foram isolados, incluindo os assintomáticos, de forma a tratar os sintomas imediatamente e garantir acompanhamento psicológico aos pacientes em quarentena.

A participação e cooperação da própria população foi essencial para o sucesso do Butão face à pandemia. Como uma mão lava a outra, o Governo garantiu que o impacto económico na população era amparado através de um programa de assistência financeira, com a distribuição de 15 milhões de euros a mais de 34 mil cidadãos.

O Butão tem sido dos países mais eficazes a combater a pandemia. A orientação dos monarcas, o esforço conjunto das diferentes forças políticas parlamentares, o forte investimento na prevenção da covid-19 e a população pronta a acatar as regras de saúde pública graças foram a chave do sucesso.

Liliana Malainho, ZAP //

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