Bolsonaro deixa PSL e cria um novo partido

Justin Lane / EPA

O Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, anunciou esta terça-feira que decidiu abandonar o Partido Social Liberal (PSL) e criar um novo partido chamado Aliança pelo Brasil.

A saída de Bolsonaro acontece na sequência de uma série de desentendimentos entre o chefe de Estado e o presidente do PSL, Luciano Bivar. A crise no partido veio a público no início do mês passado, quando Bolsonaro pediu a um apoiante para “esquecer” o PSL porque Bivar estava “queimado para caramba”. Desde então, o grupo aliado de Bolsonaro e a ala de Bivar lutaram pela liderança da bancada parlamentar do PSL.

O grupo de Bolsonaro articulou a nomeação do deputado Eduardo, filho do Presidente, enquanto a ala de Bivar queria manter o deputado Delegado Waldir. Eduardo acabou por ganhar a corrida e destituiu todos os vice-líderes do PSL. Na altura, de acordo com o semanário Expresso, a deputada Joice Hasselmann disse que o Palácio do Planalto tentou dar um “golpe” no partido nesta guerra pela liderança.

A crise interna no PSL levou Eduardo Bolsonaro a desistir de ser embaixador do Brasil em Washington, um dia depois de o pai ter dito que preferia agora que Eduardo permanecesse no Brasil para “pacificar” o partido.

 

De acordo com a RTP, o PSL enfrenta problemas na justiça desde o início do ano, sendo alvo de investigações sobre alegadas candidaturas fantasma de mulheres e de desvio de dinheiro dessas campanhas eleitorais para outras finalidades. No Brasil, o financiamento eleitoral é suportado maioritariamente com dinheiro público e a lei estabelece que todos os partidos devem utilizar 30% das verbas para a promoção de candidaturas de mulheres.

Segundo o brasileiro G1, o Presidente já avaliava há alguns meses a possibilidade de deixar o partido e passou a ter conversas frequentes com vários parlamentares e advogados. Na época, dizia-se que Bolsonaro deveria integrar os Republicanos, que até meados deste ano ainda se chamava Partido Republicano Brasileiro e é considerado o braço político da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), uma das mais influentes denominações evangélicas do país.

Nas três décadas que leva de carreira política, Bolsonaro integrou oito partidos, contando com passagens pelo Partido da Democracia Cristã, Partido Progressista Reformador, Partido Progressista Brasileiro, Partido Trabalhista Brasileiro, Partido da Frente Liberal, Partido Progressista e Partido Social Cristão. Agora, funda o nono. Em janeiro do ano passado, Bolsonaro anunciou que trocaria o Partido Social Cristão pelo PSL para concorrer à presidência do país.

Os advogados de Bolsonaro estimam que conseguirão entregar, até março, as 500 mil assinaturas exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral para a criação do partido. A ideia é viabilizar o Aliança pelo Brasil a tempo de lançar candidatos às eleições municipais de 2020, o que exige aprovação do tribunal eleitoral até abril.

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Bolsonaro é querido pela maioria dos brasileiros…
    Pediu transparência nas contas do partido, que não acatou.
    Depois aparecem escandalos nas contas a culpa vai pra ele.
    É isso aí Bolsonaro continue limpando essa lixarada em Brasilia.

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