Baixas no trabalho multiplicaram por sete. Professores espanhóis temem Janeiro

Terceira dose da vacina não tranquiliza e não chega a todos. Madrid e Andaluzia são as regiões mais preocupantes.

Os alunos voltaram às escolas nesta segunda-feira em Portugal; e em Espanha também, onde o sector da Educação preenche as notícias em alguns jornais, como no El País.

O regresso às aulas pode-se traduzir em…baixas dos professores. Ausências temporárias (mas muitas ausências) por causa da COVID-19.

O mercado laboral em Espanha tem sido muito marcado por baixas no emprego: multiplicaram-se por sete no mês passado, Dezembro. E esse cenário deverá chegar ao contexto dos docentes.

Os professores, tal como cá, entraram na lista de pessoas prioritárias para receberem a dose de reforço da vacina contra o coronavírus mas, mesmo assim, estão preocupados.

O Ministério da Educação e Formação Profissional local admite que o número de casos positivos vai aumentar muito nos próximos dias, prevendo também uma diminuição no final de Janeiro.

E a “maioria” dos professores teme este mês de Janeiro. Porque as escolas não têm capacidade para substituírem muitos dos professores que vão faltar por causa do vírus. Sobretudo nas regiões de Madrid e Andaluzia, onde o número de professores substitutos diminuiu muito neste ano lectivo.

Salas cheias, acabaram as divisões e ausência de testes constantes a alunos e docentes: um cenário ideal para muitas turmas serem afectadas.

Em salas com menores de 12 anos vão ser isolados os alunos de turmas nas quais há pelo menos cinco casos positivos da doença.

Os professores queixam-se também de números, de dinheiro: localmente, ficaram por gastar 3 mil milhões de euros do Governo de Madrid, relacionado com a pandemia.

Ao mesmo jornal, Esteban Álvarez, presidente da associação de directores do Instituto de Madrid, considerou que já daqui a dois dias, quarta-feira, numa escola com 90 professores já será preciso substituir três ou quatro docentes.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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