Avião com 224 pessoas despenha-se no Egipto. Estado Islâmico reivindica ataque

Anatoly Maltsev / EPA

Familiares de passageiros do Airbus A321 da MetroJet, que se despenhou no Egipto, no Aeroporto Pulkovo II de S. Petersburgo, Rússia.

Familiares de passageiros do Airbus A321 da MetroJet, que se despenhou no Egipto, no Aeroporto Pulkovo II de S. Petersburgo, Rússia.

Um avião russo com 224 pessoas a bordo despenhou-se neste sábado na Península do Sinai, Egipto, após descolar da localidade turística egípcia de Sharm El Sheikh.

Um alto funcionário da autoridade de controlo do espaço aéreo disse à Agência France Presse (AFP) que a comunicação foi perdida quando o avião sobrevoava o norte da Península do Sinai.

Segundo fontes da aviação civil do Egipto, seguiam a bordo do avião 7 tripulantes, 214 passageiros russos e três ucranianos, dos quais 17 eram crianças.

As equipas de busca e salvamento já chegaram aos destroços e não encontraram sobreviventes, segundo revelaram as autoridades egípcias.

O avião A-321 da companhia aérea Kogalymavia, conhecida como MetroJet, estará partido ao meio e os corpos das vítimas foram encontrados espalhados por um perímetro de 5 quilómetros.

As autoridades egípcias já estão a investigar as circunstâncias do acidente.

Entretanto, vários sites de informação estão a anunciar que uma facção egípcia da organização terrorista Estado Islâmico reivindicou ter abatido o avião.

O grupo extremista, num comunicado publicado no Twitter, afirma ter agido como “represália” à intervenção russa na Síria.

Na zona onde ocorreu o acidente têm decorrido combates entre o exército egípcio e um grupo rebelde associado ao Estado Islâmico.

Todavia, as autoridades egípcias asseguram que não há indícios de que o avião tenha sido abatido e que tudo aponta para “falhas técnicas”.

Especialistas contactados pela BBC referem também que, dada a altitude a que o avião voava, estaria fora do alcance dos mísseis terra-ar de que o grupo terrorista dispõe na região.

A tese da avaria técnica é reforçada pela Agência de notícias russa RIA Novosti, que avança que o avião perdeu altitude de forma súbita, pouco depois de ter descolado, e que o piloto solicitou permissão para fazer uma aterragem de emergência no Cairo.

O Comité de Investigação de acidentes aéreos da Rúsia anunciou por seu turno que está a investigar suspeitas de “violação de regras de voo e preparação das mesmas” por parte da companhia aérea Kogalymavia.

ZAP / Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Depois de várias reuniões os Russos provavelmente vão chegar à conclusão que o que abateu o avião foi um míssil Ucraniano. Ás vezes escreve-se direito por linhas tortas. Depois de um missil russo ter abatido um avião com holandeses e outras nacionalidades e ter provocado dor e sofrimento em suas famílias cerca de um ano depois são eles a chorar mais de 200 mortos na queda de um avião, o sofrimento é o mesmo. Façam agora uma reconstituição de como foi o acidente.

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