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Austrália muda uma palavra no seu hino (para homenagear os aborígenes)

A Austrália trocou no seu hino a frase “somos jovens e livres”, que é substituída por “somos unidos e livres”, como forma de reconhecer o passado milenar dos aborígenes. A medida é mais um passo do país para tentar reparar injustiças históricas contra os nativos do continente.

Por respeito aos seus povos indígenas, a Austrália mudou ao virar o ano a letra de seu hino nacional, anunciou o primeiro-ministro do país, Scott Morrison. A partir desta sexta-feira, a frase “somos jovens e livres” é substituída por “somos unidos e livres”, como reconhecimento das injustiças históricas cometidas durante o período colonialista.

A mudança “não tira nada, mas acrescenta muito”, escreveu Morrison esta quinta-feira num artigo para o jornal The Age. “A Austrália, como uma nação moderna, pode ser relativamente jovem, mas a história de nosso país é antiga“, afirmou o governante, acrescentando que o país “reconhece e respeita os seus povos indígenas“.

A mudança tem como objetivo reconhecer a história aborígene australiana, que remonta a dezenas de milhares de anos. Com a medida, a Austrália dá mais um passo no sentido de se reconciliar com o seu passado colonial e superar a desigualdade ainda existente entre os povos indígenas e o resto da população.

A primeira mulher indígena no Parlamento australiano, Linda Burney, foi uma das personalidades que saudou a mudança, mas realçou que ela não é suficiente. “O ponto realmente importante seria o reconhecimento na Constituição“, afirmou a deputada do Partido Trabalhista australiano.

Em 2020, os australianos devem votar num referendo para decidir se os aborígines devem ser reconhecidos na Constituição como os primeiros habitantes do país. Com a colonização da Austrália pelos ingleses, os indígenas tornaram-se uma minoria discriminada, oprimida e explorada.

Desde os anos 1900 até à década de 1970, vigorava no país a doutrina política de “Austrália apenas para brancos”. Os aborígenes eram vistos como uma raça primitiva e condenada à extinção. Só em 1967 foi concedida aos aborígenes a cidadania australiana.

  ZAP // Deutsche Welle

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