Audiência de extradição de Assange adiada para setembro, avança WikiLeaks

acidpolly / Flickr

Julian Assange, fundador do WikiLeaks

O portal WikiLeaks informou na segunda-feira que o seu fundador Julian Assange, acusado de espionagem pelos Estados Unidos (EUA), terá de esperar pelo menos até setembro até que a justiça britânica se pronuncie sobre o pedido de extradição requerido por Washington.

Julian Assange encontra-se atualmente detido na prisão de Belmarsh, em Londres, e contesta as acusações norte-americanas, noticiou a agência Lusa.

Num vídeo divulgado através das redes sociais, e citado pela agência Associated Press, o editor-chefe do portal WikiLeaks, Kristinn Hrafnsson, afirmou ser “completamente inaceitável” que Assange tenha de passar previsivelmente mais quatro meses detido.

Com o agendamento da audiência de extradição do fundador da WikiLeaks para setembro, Assange irá completar mais de um ano em prisão preventiva desde que foi retirado, em abril de 2019, da Embaixada do Equador em Londres.

Assange foi preso pelas autoridades britânicas depois de ter estado sete anos exilado na Embaixada do Equador na capital britânica.

Segundo Kristinn Hrafnsson, o fundador da WikiLeaks não compareceu na audiência realizada hoje num tribunal londrino por videoconferência devido a motivos de saúde.

Os advogados de Assange têm tentado que o ativista e jornalista seja libertado, mediante o pagamento de uma caução, alegando receios de uma possível infeção pelo novo coronavírus no estabelecimento prisional em Londres onde este se encontra detido.

Uma nova audiência administrativa deverá ocorrer em 01 de junho.

A extradição de Julian Assange, de 48 anos, foi pedida pelos EUA por 18 presumíveis delitos de espionagem e conspiração por cometer ingerência informática, arriscando 175 anos de prisão caso seja considerado culpado.

  Lusa //

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