AstraZeneca só pode voltar a exportar vacinas depois de cumpridos os contratos com a UE

John Thys / EPA

Ursula Von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia

Esta quinta-feira, numa conferência de imprensa após a reunião com os líderes dos 27, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, disse que a AstraZeneca tem de assegurar os seus compromissos no fornecimento de vacinas para a União Europeia antes de poder exportar doses.

“Temos de garantir aos nossos cidadãos que eles têm acesso ao que lhes é devido e por isso concordámos que as empresas farmacêuticas têm de honrar os contratos com UE antes de poderem exportar para outras regiões no mundo – e este é, claro, o caso da AstraZeneca”, disse von der Leyen, citada pelo Expresso.

A presidente da Comissão Europeia afirmou ainda que “teríamos sido muito mais rápidos na entrega de vacinas se as farmacêuticas tivessem cumprido o acordado”.

“A AstraZeneca entregou menos doses do que aquelas a que o contrata a obrigava”, sublinhou.

Os 27 querem acelerar a produção de vacinas e garantir que as farmacêuticas com as quais foram fechados contratos cumprem as entregas. Da mesma forma, querem reciprocidade e garantir que não são os únicos a pagar as quebras de produção da AstraZeneca.

Aos jornalistas, von der Leyen falou também na questão da transparência, garantindo que a UE tem mecanismos para ir avaliando se todas as empresas estão a cumprir o acordado.

“Em primeiro lugar queremos transparência. Temos orgulho que a UE seja das mais abertas regiões do mundo no que toca a vacinas e produtos farmacêuticos. Convidamos todos a juntarem-se a nós nesta transparência porque sabemos que temos cadeias de abastecimento pelo mundo todo que têm de permanecer intactas”, disse.

“Na questão da reciprocidade é importante que exista transparência para sabermos quantas vacinas estão a ir para países que também as produzem”, acrescentou.

Dados divulgados esta tarde pela responsável revelam que 18,2 milhões adultos dos perto de 400 milhões de cidadãos da UE receberam já a segunda dose da vacina contra a covid-19, levando assim a que só 4,1% da população europeia esteja completamente imunizada.

A meta de Bruxelas é que, até final do verão, 70% da população adulta esteja vacinada.

Datados de final desta semana, os dados demonstram também que foram já administradas 62 milhões de doses de vacinas em relação às 88 milhões distribuídas.

Atualmente, estão aprovadas quatro vacinas na UE: Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Janssen (grupo Johnson & Johnson).

Até ao final deste primeiro trimestre, de acordo com Bruxelas, chegarão à UE quase 100 milhões de doses de vacinas, a grande parte da Pfizer/BioNTech (66 milhões, mais do que os 65 milhões inicialmente acordadas), da AstraZeneca (30 milhões de um total de 120 milhões inicialmente acordadas) e da Moderna (10 milhões).

Para o segundo trimestre, a expectativa do executivo comunitário é que cheguem 360 milhões de doses à UE, principalmente da Pfizer/BioNTech (200 milhões), da AstraZeneca (70 milhões de um total de 180 milhões inicialmente acordadas), da Janssen (55 milhões) e da Moderna (35 milhões).

  Liliana Malainho, ZAP // Lusa

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