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Assange diz que se entrega aos EUA se Chelsea Manning for perdoada

wheelzwheeler / Flickr

Julian Assange, fundador do WikiLeaks

Julian Assange, fundador do WikiLeaks

O fundador do WikiLeaks colocou a hipótese de se entregar às autoridades norte-americanas mas com uma condição: Obama tem de perdoar Chelsea Manning.

A viver desde 2012 na embaixada do Equador em Londres, Julian Assange admitiu esta quinta-feira a possibilidade de se entregar às autoridades norte-americanas.

Através do Twitter, o Wikileaks garantiu que o seu fundador está pronto para cumprir pena nos Estados Unidos mas com uma única condição.

Para isso, Barack Obama deverá amnistiar Chelsea Manning, a militar transexual que divulgou 700 mil documentos confidenciais ao site de Assange que deram origem ao “Cablegate”.

Manning, que anteriormente tinha Bradley como primeiro nome, foi condenada a 35 anos de prisão por violar a lei da espionagem.

A cumprir pena, desde julho de 2013, na prisão militar de Fort Leavenworth, no Kansas, o exército norte-americano aprovou em fevereiro de 2015 a sua mudança de sexo.

Segundo o site The Verge, Manning foi hospitalizada em julho passado por uma alegada tentativa de suicídio e este mês entrou em greve de fome para que lhe fizessem o tratamento.

O tweet do WikiLeaks vem acompanhado de um link para uma carta assinada pelo advogado de Assange, Barry Pollack, que pede à Justiça dos EUA para ser mais transparente relativamente às investigações que conduz contra o site.

Ao que tudo indica, esta será uma das últimas cartadas de Assange, que se vê cada vez mais encurralado e sem nenhuma possibilidade de vir a ser libertado.

Num relatório recente, o WikiLeaks afirmou que o estado mental do australiano está a deteriorar-se de dia para dia devido a esta situação.

Esta sexta-feira, a justiça sueca manteve também o mandato de detenção, emitido em 2010, no âmbito de um processo por alegada violação.

O Tribunal da Relação de Estocolmo “rejeita o pedido de levantamento do mandato de detenção”, considerando que Assange “se mantém como suspeito de violação” e que “existe um risco de fuga à justiça ou a uma condenação”, precisou um comunicado emitido pela instituição, citado pela agência France Presse.

Ainda não se sabe se o governo norte-americano está a levar esta proposta a sério. Questionado pela CNN, o Departamento de Justiça alegou que não estava a par de nenhuma oferta.

ZAP / Canal Tech

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