Árbitro pede autógrafo: motivo solidário, UEFA diz que é “inaceitável”

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Octavian Sovre pediu um autógrafo a Erling Haaland, depois de um jogo da Liga dos Campeões. A UEFA não gostou do gesto mas o árbitro quis ajudar pessoas com autismo.

O episódio invulgar aconteceu em Manchester e foi apanhado pelas câmaras de televisão, no acesso aos balneários do estádio do City. O jogo da Liga dos Campeões entre Manchester City e Borussia Dortmund (2-1) tinha terminado pouco antes e o avançado do Borussia, Erling Haaland, deu um autógrafo… a um árbitro.

Um dos árbitros assistentes dessa partida dos quartos-de-final da Liga dos Campeões, o romeno Octavian Sovre, pediu à “estrela” da equipa alemã que deixasse o seu nome nos cartões do jogo.

Na Roménia, explica-se que Sovre teve esta atitude para contribuir para uma instituição que ajuda pessoas com autismo. Há seis anos que o árbitro é voluntário na SOS Autism Bihor, cuja presidente já confirmou a intenção de Sovre (que também tentou levar para a Roménia um autógrafo de Pep Guardiola, treinador do City, mas não teve sucesso).

Essa instituição tem recebido uma ajuda financeira importante graças à venda de autógrafos, camisolas, fotografias e bandeirolas – tudo oferta do referido árbitro romeno, que tem cedido todos estes artigos.

Chefe da UEFA não aceita

A UEFA reagiu, ainda antes de esta justificação surgir na Roménia. Roberto Rosetti, responsável pela arbitragem na entidade que regula o futebol europeu, enviou um e-mail aos árbitros que dirigem jogos europeus e avisou: “Tu és responsável pelo teu comportamento e pelo comportamento dos restantes elementos da equipa de arbitragem, quando estão num jogo da UEFA”.

“Se queres ser respeitado tal como os jogadores, porque pedirias um autógrafo? Os jogadores também te pedem um autógrafo? Isto é simplesmente inaceitável. É uma questão de dignidade. E não te esqueças da quantidade de câmaras de televisão que existem nos jogos da UEFA – captam tudo”, lembrou Rosetti, no e-mail ao qual a Sky Sports teve acesso.

  Nuno Teixeira, ZAP //

1 Comment

  1. .. o acto em si, não foi grave, é até nobre, mas abre um precedente muito mau que não pode acontecer. Faz sentido

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