Apple Watch nas lojas a 24 de abril

A Apple apresentou finalmente o tão aguardado Apple Watch. Com funcionalidades que vão desde chamadas telefónicas e medidores de ritmo cardíaco até acesso ao email e notificações de redes sociais, o smartwatch da Apple funciona quase como um iPhone que se coloca em volta do pulso. Mas os preços poderão ficar aquém de muitas carteiras.

Numa conferência de imprensa esta segunda-feira à tarde, aguardada por muitos, a Apple fez várias revelações, mas o mais esperado foi, sem sombra de dúvida, o Apple Watch, o smartwatch da criadora do iPhone.

Nas palavras de Tim Cook, o Apple Watch é uma “revolucionária nova forma de nos conectarmos com os outros”. Em poucas palavras, o Apple Watch é um iPhone que podemos colocar à volta do pulso e que visa promover e maximizar a mobilidade dos seus utilizadores.

Os utilizadores podem personalizar os seus mostradores, adaptando-os às suas preferências pessoais. Desde o visual do clássico relógio analógico, ao digital e a mostradores mais dinâmicos, através dos quais podemos visualizar notificações de redes sociais, meteorológicas ou de correio eletrónico.

O Apple Watch permite também atender chamadas telefónicas, mas este é um aspeto um tanto ou quanto complicado. Ao atender uma chamada no Apple Watch, quem estiver perto do utilizador conseguirá ouvir a conversa, visto que a chamada só se consegue realizar através de alta-voz. Considerando que o smartwatch foi feito para maximizar a mobilidade de quem o usa, atender chamadas em público com o smartwatch poderá tornar-se algo embaraçoso e desconfortável.

Mas este relógio pode ainda funcionar como uma health band, uma pulseira inteligente que nos permite medir o ritmo cardíaco, monitorizar as calorias e até contar os quilómetros percorridos. Cook chegou a afirmar que “é como ter um treinador no nosso pulso”.

Com o Apple Watch podemos efetuar pagamentos através do Apple Pay e da tecnologia NFC que o suporta; podemos ver fotografias (tirá-las não); e podemos até interagir com a Siri para saber qual o restaurante mais próximo, agendar compromissos ou saber se no dia seguinte não nos podemos esquecer do guarda-chuva quando sairmos para o trabalho.

O Apple Watch é, em muitos aspetos, um segundo ecrã do iPhone.

Falemos de preços, um dos aspetos que mais pode condicionar a escolha do consumidor.

O Apple Watch Sport de 38 mm custará 414 euros. Já a versão de 42 mm deverá custar perto dos 553 euros.

O modelo standard, de 38 mm, será vendido sob um preço que poderá variar entre os 664 euros e os 1.315 euros, dependendo da bracelete escolhida e do revestimento do mostrador. O modelo de 42 mm será sempre 69 euros mais caro.

Por fim, o Apple Watch Edition, a gama de luxo do smartwatch, poderá ir até aos 11 mil euros; tenhamos em conta que ouro de 18 quilates não deve ser barato.

Estes preços poderão variar quando finalmente aterrarem em Portugal.

Apesar de ser um dos mais esperados produtos do ano, o Apple Watch poderá não estar ao alcance de todas as carteiras, e numa fase inicial não será distribuído em todos os países, mas Cook prometeu que em breve o relógio chegará a muitos outros mercados.

As pré-encomendas do Apple Watch começam a 10 de abril, mas só começarão a ser comercializados a 24 do mesmo mês.

Televisão, carros e saúde

Tim Cook disse que a Apple TV estava a crescer a olhos visto, com o aumento do número de parceiros e com um maior volume de conteúdos. “Se não tem um ainda, agora é a altura”, gracejou o CEO, referindo-se à set-top box da Apple, que, segundo foi dito, desceu de quase 100 dólares para os 69 dólares.

Depois de dizer que o iPhone é o smartphone mais vendido do mundo, o que não será uma grande surpresa para ninguém, Cook incidiu o seu discurso sobre o Apple Pay. O serviço de pagamentos mobile da tecnológica de Cupertino conta agora com aproximadamente 2,5 mil bancos como parceiros, e com mais de 700 mil localizações que permitem efetuar transações através dele.

Foi anunciado hoje, pelo CEO, que os grandes nomes da indústria automóvel acordaram em disponibilizar o Car Play nos seus veículos. Contudo, a revelação de Cook pecou pela escassez dos pormenores.

Chegou, então, a altura para falar de apps. Ficou claro que a Apple está a querer estender o seu braço até às nossas casas com o HomeKit, que permite aos utilizadores controlar remotamente, através de um dipositivo móvel, os dispositivos conectados que têm em casa.

Seguidamente, a Apple mostrou que não está alheia à área da saúde. Assim, apresentou ontem também o ResearchKit, uma plataforma que permite o desenvolvimento de aplicações médicas de diagnóstico que alimentam investigações em áreas como a diabetes, a Doença de Parkinson e a asma. Com o crescente número de iPhones, os investigadores poderão recolher um grande volume de dados, gerados por utilizadores que queiram participar nestes estudos.

Sendo Cook um declarado defensor da privacidade dos utilizadores, a Apple, em circunstância alguma, segundo consta, acederá aos dados gerados por estas aplicações. Esta ResearchKit será open source, o que aumenta exponencialmente o potencial desta framework e o número de apps que poderão ser concebidas nesta plataforma.

O renascer do MacBook

Uma das grandes novidades foi o novo MacBook. A Apple decidiu que estava na altura de fazer um extreme makeover ao seu notebook, e deu hoje a conhecer o MacBook. Sim, chama-se simplesmente MacBook.

Pesando cerca de 1kg e com um ecrã Retina de 12 polegadas, este peso-pluma é o notebook mais leve que a Apple já criou e também o mais fino, com uma espessura de 13,1 milímetros.

Completamente em metal, o revitalizado MacBook foi concebido como o apogeu da mobilidade. Tem apenas uma porta de entrada USB-C, que recebe uma variedade de cabos, entre eles ligações USB e o cabo de alimentação.

Com uma resolução de 2304 x 1440, este notebook é o primeiro da Apple a funcionar sem ventoinhas, para uma experiência sem ruído. Opera sobre um processador Intel Core M de quinta geração, que oferece um menor consumo energético e potencia a eficiência do aparelho.

O novo MacBook permite ainda uma utilização ativa de nove horas com um único carregamento. Ademais, tem uma memória interna de 8GB e começará a ser comercializado no próximo dia 10 de abril.

Diz a Apple que este é o notebook mais ecologicamente responsável que já concebeu e o mais energeticamente eficiente do mundo.

Filipe Pimentel, B!T

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