Angolana Nadir Tati apresentou “arte africana” na ModaLisboa

Miguel A. Lopes / Lusa

Lisbon Fashion Week: Nadir Tati

A angolana Nadir Tati apresentou este domingo em Lisboa a sua coleção para a próxima primavera/verão que é “arte africana”, mantendo a assinatura da designer de moda que passou de convidada a parte integrante do calendário da ModaLisboa.

A coleção, explicou Nadir Tati à Lusa no final do desfile no Pavilhão Carlos Lopes, “é arte africana” e “quando se fala em arte africana fala-se nos tecidos”. Para a próxima primavera, a designer angolana apostou na utilização da capulana, tecido tipicamente africano.

Nesta coleção, como em anteriores, Nadir Tati tentou manter a mesma linha.

“Tenho uma assinatura e é nela que me mantenho e que faço com que as pessoas acreditem no continente africano”, afirmou, referindo que quando fala em “continente africano” se refere “a todas as dificuldades que existem no continente no que diz respeito à indústria têxtil”.

O material utilizado na coleção, tal como as ideias para a conceber, foi busca-los, “naturalmente, aos países vizinhos [de Angola]: Nigéria, Congo, Gana e Camarões”.

Todo o trabalho concentrado na coleção que apresentou este domingo é “muito programado” e “feito ao detalhe, pensado ao detalhe, para poder dar resposta a todo este público, todos estes olhos que nunca mais acabam”.

Miguel A. Lopes / Lusa

Lisbon Fashion Week: Nadir Tati

Nadir Tati apresentou pela primeira vez uma coleção na ModaLisboa em março de 2015, como criadora convidada, e desde então é presença assídua, agora como um dos nomes do calendário oficial.

“Sei que quando apresento um trabalho aqui tenho a globalização, um conjunto de pessoas viajadas e que conhecem um pouco da história de África. É uma honra ter uma sala tão bonita e saber que não só os PALOP e o continente africano, mas todas as pessoas que ali estão e se orgulham e estão contentes com aquilo que tenho apresentado”, afirmou.

Nas próximas coleções, Nadir Tati irá “continuar com foco na globalização, na internacionalização e na mistura”. “Para que não só os africanos, mas Portugal e o continente europeu se sintam livres para usar os nossos tecidos e perceber a nossa forma de pensar”, referiu.

Desde a primeira vez que apresentou na ModaLisboa sente-se “mais à vontade em Portugal”. “Comecei como convidada e hoje faço parte do calendário. É muito bom. Se passear pelas ruas já sinto um carinho diferente, um número grande de pessoas vem dar os parabéns e dizer que de alguma forma tem acompanhado o meu trabalho”, contou.

A 49.ª edição da ModaLisboa termina hoje.

// Lusa

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