Angola já pagou 176 milhões de euros de dívidas a empresas portuguesas

Mário Cruz / Lusa

O ministro do Estado para o Desenvolvimento Económico e Social de Angola abriu o Fórum Empresarial Angola-Portugal com o mais recente balanço do pagamento das dívidas a empresas portuguesas: cerca de 176 milhões de euros.

Citado pela agência de notícias de Angola, a Angop, o governante destacou que o valor em causa corresponde a perto de 60% da dívida certificada, e que ronda os 280 milhões de euros. Da parte portuguesa, o levantamento da dívida a nível global tem sido balizado, embora não oficialmente, entre os 400 e os 500 milhões de euros.

De resto, este é um processo que, como refere o Governo angolano, ainda está a decorrer. Segundo a Angop, citada pelo Público, Manuel Nunes Júnior afirmou não ter dúvidas “de que se está no bom caminho neste domínio” e destacou que estão a ser tomadas medidas para se evitar um novo ciclo de acumulação de pagamentos em atraso. O ministro defendeu que “a confiança na lei e nas instituições têm estado a aumentar em Angola”.

Nesta quarta-feira, o Presidente de Angola, João Lourenço, destacara, na conferência de imprensa conjunta que se realizou em Luanda com Marcelo Rebelo de Sousa no âmbito da visita oficial que decorre até sábado, que a certificação das dívidas estava em curso “há uns meses” e que o país assumia “o compromisso de pagar a cada empresa” com valores devidamente certificados.

Quanto à forma de fazer os pagamentos, realçou que esta “não é imposta”. “Angola propõe aos credores caso a caso, as diferentes formas de pagamento que tem e negoceia”, acrescentou.

As empresas de construção estavam com dificuldades na certificação das dívidas e de que, quando recebiam os pagamentos em obrigações do Estado, acabavam por ter de pagar 30% do valor em comissões à banca quando convertiam os títulos de dívida em dinheiro para repatriar.

No evento desta quinta-feira, Manuel Nunes Júnior realçou que entre 2018 e 2022 o crescimento da economia virá não do sector do petróleo mas sim de sectores como a agricultura, pescas, indústria transformadora, serviços e construção.

O governante realçou que “todos os problemas que se colocam em Angola têm sempre a ver com os preços do petróleo no mercado internacional, que é sempre imprevisível”.

Convidamos os empresários portugueses a investirem nos nossos solos férteis, para nos tornarmos auto-suficientes em termos alimentares, a investirem na agro-indústria, no turismo, educação, pescas, indústria transformadora, na construção e em todos os sectores que podem contribuir para a diversificação da economia angolana”, afirmou o ministro.

Ficou a cargo do Presidente da República de Portugal o encerramento da cerimónia, que contou ainda com a presença de responsáveis dos governos dos dois países, como o ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, o ministro da Agricultura de Angola, Marcos Alexandre Nhunga, e o seu homólogo português, Luís Capoulas Santos.

Os temas dos painéis foram dedicados ao apoio ao investimento privado, ao financiamento do sector produtivo, e às relações económicas entre os países. No último, as intervenções ficaram a cargo do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, e do ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Domingos Augusto.

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