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“Acabou-se o amor e as versões alteraram-se.” Maria e Mariana julgadas pela morte de Diogo Gonçalves

O Tribunal de Portimão começou, esta quarta-feira, a julgar duas mulheres suspeitas de terem matado um jovem, em março do ano passado, no Algarve.

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As arguidas – uma enfermeira e uma segurança – estão acusadas pelo Ministério Público (MP) dos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, dois crimes de acessos ilegítimo, um de burla informática, roubo simples e uso de veículo.

Mariana Fonseca e Maria Malveiro, na altura namoradas, “agiram em conjunto de esforços” para conceber um plano que retirou a vida a um informático de 21 anos, trabalhador num resort de Lagoa, onde conhecera Maria, de 20 anos, e por quem teria manifestado simpatia.

Diogo Gonçalves recebera 70 mil euros de indemnização da morte da mãe num acidente de viação. Duas semanas depois do homicídio do jovem, Mariana e Maria – que foram identificadas pela Polícia Judiciária (PJ) graças aos movimentos bancários que fizeram após a morte de Diogo Gonçalves – foram detidas, em março do ano passado.

Esta quarta-feira, começou o julgamento das duas suspeitas de terem matado o jovem.

De acordo com o Público, Mariana Fonseca disse que se sentia “coagida” e que estaria disposta a apresentar a sua versão dos factos, desde que Maria não estivesse presente.

Depois de o tribunal ter acedido ao seu pedido, fez uma espécie de mea culpa e mostrou arrependimento. “Se pudesse voltar atrás, faria muitas coisas diferentes. Não sou culpada pela morte dele [Diogo], não fiz nada nesse sentido”, afirmou, depois de, na fase do primeiro interrogatório, ambas terem assumido a co-autoria dos crimes.

Acabou-se o amor e as versões alteraram-se“, disse João Grade, advogado de defesa de Mariana Fonseca, resumindo assim declarações da jovem.

De acordo com a versão da enfermeira, ao início da tarde de 20 de março do ano passado, foram ambas de carro a casa de Diogo, em Algoz. Mariana, de 24 anos, ficou na viatura, enquanto Maria entrou e executou o plano que estaria desejado.

O jovem terá sido amarrado a uma cadeira e, quando Mariana entrou na sala, “já o Diogo estava inconsciente”, depois de ter tomado um sedativo (Piazpn), bebido com um sumo de laranja.

Mariana terá perguntado a Maria se se tratava de “alguma cena sexual?, mas a segurança disse-lhe: “não te metas, e vai para o quarto”. Quando regressou, disse, Diogo já havia sido estrangulado.

Depois, segundo o diário, foram cortados dois dedos da mão direita, que serviram para desbloquear o telemóvel e fazer duas transferências de 350 euros, para as contas de cada uma delas. Das caixas multibanco fizeram mais quatro ou cinco levantamentos.

A cabeça do cadáver foi encontrada no sítio do Pego do Inferno, em Tavira, e o tronco numa arriba próximo de Sagres. A próxima sessão do julgamento está marcada para esta sexta-feira.

  ZAP // Lusa

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