Alunos com zero na prova de Matemática do 9º ano aumentaram 700%

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Os alunos do 9º ano registaram este ano uma média a Matemática de 48%, voltando a resultados negativos depois de, em 2014, terem conseguido uma positiva tangencial de 53%, adiantam os resultados das provas finais divulgados esta quinta-feira pela tutela.

Há também muitos mais alunos a tirar notas praticamente nulas nos exames. Os dados divulgados pelo Ministério da Educação e da Ciência (MEC) e pelo Instituto de Avaliação Educacional (IAVE) revelam que, no total, o número de alunos com classificação de nível 1 (incluindo os zeros) foi este ano 15.446, por comparação com os 6.841 do ano passado. No conjunto das classificações, a média de alunos com nota mínima passou dos 7% para 16%.

Olhando mais especificamente para os alunos que tiveram zero – que no ano passado foram 197 -, esse número subiu para 1.588, o que se traduz num aumento de 700%.

Segundo a Associação de Professores de Matemática (APM), a explicação para os resultados incide não na dificuldade da prova, mas sim pela alteração do peso das cotações atribuído a cada grupo de exercícios.

Em declarações ao Diário de Notícias, Lurdes Figueiral, presidente da APM, explicou que “houve uma alteração na estrutura da prova do ano passado para este ano: o peso das perguntas de escolha múltipla no ano passado era de 35% e neste ano era de 18%“.

A professora confirmou ainda que estas alterações e classificações negativas foram decisivas para o regresso da disciplina à média negativa – 48% dos alunos com nota negativa à disciplina -, uma vez que metade dos 94.970 alunos avaliados tiveram positiva nos testes durante o ano letivo, sendo que a APM previa mesmo uma ligeira melhoria dos resultados após a realização das provas.

A Português, a outra disciplina a que os alunos do 3º ciclo do ensino básico prestam provas finais, a média este ano foi de 58%, ligeiramente melhor que os 56% registados em 2014.

Os resultados dos alunos do 9º ano foram divulgados esta quinta-feira pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

“O Ministério da Educação e Ciência salienta que estes resultados mostram ainda a existência de uma percentagem elevada de alunos com dificuldades significativas nestas disciplinas estruturantes, o que vem confirmar a necessidade de as escolas identificarem cada vez mais cedo essas dificuldades nos primeiros anos do ensino básico, aplicando as medidas de apoio definidas e implementadas pelas escolas desde 2012”, refere o ministério em comunicado.

/Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Afinal Deus é benevolente, agora deu 10 cérebros a cada um dos jovens e instalou-os na cabeça dos dedos das mãos e no lugar do cérebro colocou uma batata… podre!!!
    É esta a juventude do futuro, que não tem a capacidade de fazer uma multiplicação de 1 x 1?!!!!! Tem de utilizar o computador porque no cérebro não existe absolutamente nada… Sinceramente não invejo esta juventude e tenho muita pena do futuro deles!!!!!!
    O descalabro do ensino a quem beneficia?!!!!!! Responda quem quer e possa!!!!!… Simplexicamente vergonhoso…….

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