Alojamento universitário é “problema sério” que requer “esforço coletivo”

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, disse esta sexta-feira, no Porto, que a falta de alojamento universitário é um “problema importante e sério”, cuja resolução requer um “esforço coletivo”.

À margem do YES Meeting, congresso internacional organizado por estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), o governante considerou que a questão da habitação deve implicar um “esforço de todos”, desde Governo, autarquias, instituições de ensino superior e entidades do setor privado.

“É um problema que hoje é típico em todos os centros urbanos que têm e querem atrair estudantes, mas a solução não passa apenas por medidas do foro legal, mas por uma intervenção coletiva de todos, desde estudantes, famílias, autarquias e instituições de ensino superior”, frisou.

Manuel Heitor salientou que a falta de alojamento universitário é um “problema crescente em todo o mundo”. O mercado da habitação está a passar “um bom momento”, o que se traduz no “aumento do preço da habitação”, lembrou.

No âmbito do Plano Nacional da Habitação está em curso um programa que, nos próximos dois ou três anos, irá libertar cerca de 1.500 camas, recordou, acrescentado que “isso não chega, sendo necessário fazer mais”.

“É preciso fazer mais de forma descentralizada e, sobretudo, cada vez mais promover processos de regulação e de intervenção dos estudantes. Temos casos muito importantes, por exemplo, em Braga são as próprias associações de estudantes que regulam a qualidade e preço do alojamento”, afirmou.

Apesar de considerar esta questão importante, o governante adiantou que a principal prioridade em termos públicos “tem sido e continuará a ser” providenciar apoio social direto aos estudantes.

Manuel Heitor afirmou que o Governo tem trabalhado em melhorar consideravelmente o serviço de bolsas diretas para estudantes e para garantir o financiamento público para a ação social.

“Essa é a nossa prioridade e é aquilo que estamos a fazer com a prioridade máxima e que deve ser o principal do Estado, através do orçamento público para o ensino superior”.

Atualmente, adiantou, há cerca de 70.000 estudantes bolseiros, sendo uma das prioridades aumentar e melhorar a ação social direta aos estudantes.

Na quinta-feira, o reitor da Universidade do Porto disse que “gostaria de poder contar não só com o apoio da Câmara do Porto, mas também do Governo” para resolver o problema da falta de alojamento para os estudantes universitários.

António Sousa Pereira defendeu então ser necessário “construir mais quartos, rentabilizar de forma mais eficiente aqueles que já existem e enveredar por outras soluções, provavelmente recorrer ao aluguer de quartos a terceiros para disponibilizar a estudantes”.

Questionado sobre esta sugestão, Manuel Heitor referiu que são soluções desse tipo que em diferentes contextos urbanos devem ser feitas de formas diferentes por cada uma das instituições.

“Parecem-me bem todas as soluções que as instituições tenham cada centro urbano tem as suas próprias especificidades, não existe uma solução para todas, hoje temos um leque muito diversificado de situações”, concluiu.

// Lusa

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