Aliados perdoados por Trump podem ser forçados a testemunhar contra ele, diz Cohen

Justin Lane / EPA

Michael Cohen, ex-advogado do Presidente dos EUA, Donald Trump

O ex-advogado pessoal de Donald Trump, Michael Cohen, sugeriu na segunda-feira que a longa lista de perdões do Presidente dos Estados Unidos (EUA) ainda em funções poderá voltar para assombrá-lo.

À MSNBC, citada pelo Independent na quarta-feira, Cohen disse que, depois de obter o perdão, “não é mais possível invocar a quinta emenda, o direito contra à autoincriminação, porque não podes ser acusado”. Essas pessoas “podem ser a queda dele [de Trump] simplesmente porque vão testemunhar contra ele”.

“Se acho que alguma dessas pessoas deveria receber perdão? Absolutamente não”, disse Cohen sobre as pessoas que Trump perdoou.

O advogado foi condenado a três anos de prisão por mentir no Congresso, evasão fiscal e violação das regras de financiamento de campanhas. Foi libertado no início do ano para cumprir o resto da pena em casa, reduzindo o risco de contrair a covid-19.

Cohen reconheceu que provavelmente estaria na lista de Trump se não tivesse rompido as relações com o Presidente, considerando que teria recebido o perdão “se tivesse concordado em não sair, em não falar a verdade”.

Durante as declarações, Cohen referiu igualmente que Trump estava a “receber favores políticos e dinheiro de pessoas, com o único propósito de lhes conceder perdões”. “O homem usurpou completamente o facto de que há um departamento para o perdão, que há pessoas que deveriam receber perdões”, sublinhou.

Na sua opinião, ignorar o trabalho do Gabinete do Perdão no Departamento da Justiça é como dar ao Presidente o poder de distribuir cartões de liberdade para sair da prisão “simplesmente porque se é amigo”.

Trump, continuou, queria dirigir o país “da mesma forma que dirigiu a organização Trump, como se fosse dono da empresa, como se fosse dono dos Estados Unidos”.

No início do mês, relatos indicaram que Trump temia represálias do Departamento de Justiça sob a liderança do Presidente eleito Joe Biden, embora este já tenha afirmado que não o pretende fazer. Em novembro, a NBC News noticiou que Biden gostaria de se concentrar noutras questões.

De acordo com um artigo New York Times, o atual advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, tem discutido um perdão com Trump. Giuliani negou, afirmando: “Não pedi perdão ao Presidente e não cometi crime algum”.

Taísa Pagno //

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