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Alfabeto grego “nunca mais será utilizado” para batizar furacões

Gerben Van Es / Dutch Department Defense / EPA

A Organização Meteorológica das Nações Unidas (OMM) anunciou esta semana, numa publicação na sua conta na rede social Twitter, que o alfabeto grego “nunca mais será utilizado” para batizar furacões.

“O alfabeto grego nunca mais será utilizado porque causava distração e confusão”, pode ler-se na publicação, datada da passada quinta-feira.

Na mesma publicação no Twitter, a OMM revela ainda que mais nenhum furacão se chamará Dorian, laura, Eta ou Iota, justificando a decisão com o “rastro de morte” que estes eventos meteorológicos deixaram.

https://twitter.com/WMO/status/1372254010875514888

Estes nomes serão assim retirados da lista de possíveis designações de tempestades no atlântico norte, precisa a TSF, dando conta que esta lista existe desde 1953.

No total, e desde 1953, já foram retirados 93 nomes.

As listas de nomes para ciclone tropicais do Atlântico, organizadas por ordem alfabética, repetem-se a cada seis anos. Cada lista possui 21 nomes que, quando são retirados, são substituídos por outros nomes como a mesma letra, explica o portal The Verge.

Agora, o furacão Dorian passará a ser Dexter e o furacão Laura passará a a ser Lia.

Quando o número deste fenómenos meteorológicos ultrapassava os 21 numa só temporada, ditavam as regras que as que as letras do alfabeto grego fossem usadas nas tempestades seguintes: alpha, betta, gamma, delta, epsilon, zeta, eta, theta, iota, kappa, lambda, mu, nu, xi, omikron, pi, rho, sigma, tau, upsilon, phi, chi, psi e omega.

É extremamente raro que ocorram mais de 21 furações numa mesma temporada. Aliás, só aconteceu em 2005, ano de várias tempestades históricas como Katrina, Rita e Wilma, no ano passado, em 2020 – a temporada mais ativa desde que há registo.

A partir de agora, o alfabeto grego não será mais utilizado, uma vez que a OMM considerou que, para além de os nomes serem confusos, podem gerar problemas quando traduzidos para outras línguas com letras que têm uma entoação semelhante. Além disso, a organização considera ainda que estas letras causavam falhas na comunicação.

Por isso, as letras gregas vão agora ser substituídas por uma lista suplementar de nomes também baseada no alfabeto inglês moderno, excluindo o Q, U, X, Y e Z, uma vez que os nomes que começam por estas letras “não são comuns o suficiente ou facilmente compreendidos no idiomas locais para serem inseridos nas listas rotativas”.

  ZAP //

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