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Negros norte-americanos estão a comprar armas em valores recorde

O número de afro-americanos a comprar armas aumentou drasticamente. Em causa, estará uma resposta ao agravar das tensões sociais no país devido ao movimento Black Lives Matter.

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Nos Estados Unidos, os protestos do movimento Black Lives Matter continuam. Todas as semanas, vários manifestantes saem às ruas em protesto contra os afro-americanos mortos por polícias. Perante esta situação, vários negros norte-americanos estão a comprar armas em valores recorde. A revelação surge após uma sondagem feita pela National Shooting Sports Foundation.

“O ponto principal é que nunca houve um aumento sustentado nas vendas de armas de fogo como o que estamos a ver”, diz Jim Curcuruto, diretor de investigação e desenvolvimento de mercado da fundação. Em julho, um recorde de 10,3 milhões de transações de armas de fogo foram processadas em todo o país.

De acordo com o OZY, a National African American Gun Association (NAAGA) viu o seu número de membros anuais crescer até cerca de mil novos membros por dia, no auge em maio, até cerca de 35.000 pessoas. O número de seguidores nas redes sociais chegou a três vezes esse número.

O presidente e fundador da organização, Philip Smith, diz que as pessoas temiam “o colapso social e as tensões raciais” durante a pandemia de covid-19.

Milícias de cidadãos negros norte-americanos aumentaram em número e armamento. O fundador da milícia Not Fucking Around Coalition (NFAC), Jay Johnson, liderou uma marcha pela morte de Breonna Taylor, em julho, na qual disparos foram feitos acidentalmente, ferindo três membros da NFAC.

“Somos proprietários de armas cumpridores da lei”, disse Johnson, acrescentando que o ressurgimento do racismo e dos tiroteios policiais nos EUA fez com que os membros da NFAC se sentissem compelidos a agir.

Um dos problemas é que os afro-americanos que andam armados são frequentemente vistos pela polícia como uma ameaça, embora o direito esteja previsto na Segunda Emenda norte-americana.

Todavia, Philip Smith defende que seria errado não andar com uma arma por receio. “A pior coisa que podemos fazer como um povo é minimizar a nossa existência agindo como se o facto de termos uma arma estivesse errado”, disse o presidente da NAAGA. “Nós, como povo, não precisamos de nos deixar intimidar”.

  ZAP //

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