Afinal, as provas de aferição não vão ser obrigatórias este ano

As provas de aferição do 2º, 5º e 8º anos já têm data marcada: dia 6 de junho para a disciplina de português e dia 8 do mesmo mês para matemática. No entanto, afinal, serão as escolas a decidir se realizam ou não a provas, que passam a ser obrigatórias apenas a partir de 2017.

O anúncio foi feito esta manhã, depois da reunião do Conselho de Ministros, pelo ministro da educação, Tiago Brandão Rodrigues, que avançou que o novo modelo de avaliação só será obrigatório no ano letivo de 2016/2017.

No “modelo integrado de avaliação externa das aprendizagens no Ensino Básico”, aprovado esta quinta-feira – véspera do final do 2º período – pelo Conselho de Ministros, o Ministério da Educação (ME) apresenta o calendário das provas de aferição do 2º, 5º e 8º anos, que aponta para 6 e 8 de junho as provas de Português e Matemática, mas “as escolas têm a possibilidade de não efetuar as provas”.

“Na sequência de audições a mais de 800 diretores de agrupamentos de escolas e não agrupadas foram criadas duas disposições transitórias que permite que as escolas que este ano não queiram fazer as provas de aferição dos 2º, 5º e 8º anos o passam decidir, se de forma fundamentada assim o desejarem. Mas é importante que entendam a importância da prova de aferição. Em 2017 a prova será de aplicação universal e obrigatória“, afirmou o ministro da Educação.

O mesmo se aplica às provas finais do 4º e 6º ano que Tiago Brandão Rodrigues eliminou do sistema de ensino, mas que este ano afinal ainda podem ser agendados para a “obtenção de dados de fim de ciclo”, se as escolas assim o desejarem, embora não contem para a nota final.

Apesar de não terem caráter obrigatório, o Ministério irá “disponibilizar uma matriz de auxílio à sua realização”. “Estas disposições só são válidas este ano e vêm ao encontro das perguntas e inquietações dos professores”, afirmou Tiago Brandão Rodrigues.

O objectivo do novo modelo, diz o ministro da Educação, é “devolver à escola a serenidade necessária para que possa focar-se na eficácia das aprendizagens”.

O novo modelo de avaliação para o ensino básico foi anunciado pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues em janeiro, suscitando críticas por parte de directores e pais por introduzir uma série de mudanças quando o ano letivo já ia a meio.

ZAP

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