Jovem que disse à polícia tratar-se de Timmothy Pitzen, desaparecido há oito anos, estava a mentir

(cv)

Imagem do YouTube de Timmothy Pitzen

Afinal, o jovem que na quarta-feira alegou ser Timmothy Pitzen, uma criança desaparecida há oito anos, estava a mentir, confirmou na quinta-feira o FBI. A confirmação surgiu depois de ter sido efetuado um teste de ADN.

De acordo com a CNN, que cita fontes policiais, os testes de ADN provaram que trata-se sim de Brian Michael Rini, de 23 anos, natural do Ohio. O homem surgiu a pedir ajuda no meio da rua, alegando ser Timmothy Pitzen. Aproximou-se de um carro para pedir ajuda e disse ter fugido de dois raptores que o teriam mantido preso num hotel da cadeia Roof Top Inn, em Cincinnati.

Timmothy Pitzen desapareceu em 2011. Num dia de maio de 2011, a mãe foi buscá-lo mais cedo à escola, em Aurora, no estado de Illinois, com a desculpa de uma emergência familiar e fugiu com a criança de seis anos, segundo informou o Diário de Notícias.

Durante três dias, andaram por parques aquáticos, jardins zoológicos e outros locais de diversão. Até que a mãe, Amy Fry-Pitzen, foi encontrada morta num quarto de hotel, com uma nota de suicídio na qual assegurava que o filho estava bem, com pessoas que tratariam bem dele, mas que nunca seria encontrado.

De acordo com o Expresso, a autópsia de Amy Fry-Pitzen denunciou cortes nos pulsos e uma sobre-dose de anti-histamínicos. A mulher, que tinha um relacionamento problemático com o marido, sofria de depressão e já tinha tentado suicidar-se antes.

Quase oito anos depois, o homem, agora identificado como Brian Michael Rini, estava numa rua de Newport, no estado de Kentucky, dizendo tratar-se de Timmothy Pitzen.

De acordo com a polícia, o homem não sabia exatamente onde estava nem onde seria o hotel, e disse ter corrido durante vários minutos até encontrar uma ponte que atravessou para o condado de Newport, no Kentucky. Ali, abordou um carro na rua e pediu ajuda. “Veio até ao meu carro e perguntou: Pode ajudar-me? Só quero ir para casa. Por favor, ajude-me”, disse uma mulher, que fez a chamada para o número de emergência (911).

A polícia de Newport, informou o Expresso, já tinha recebido várias chamadas de pessoas preocupadas com um jovem que parecia andar sem destino, com uma expressão agitada.

À polícia, o homem contou que tinha fugido de dois raptores, de “raça branca e com corpos musculados”. Um deles teria “uma teia de aranha tatuada tatuagem no pescoço”, o outro “uma cobra tatuada nos braços” e conduziam um Ford SUV. Até ao momento, as autoridades não encontraram nenhum suspeito.

“Já tivemos provavelmente milhares de pistas e informações a dizerem que o tinham visto em diversas áreas diferentes ao longo dos anos”, disse o sargento Bill Rowley, da polícia de Aurora, onde o rapaz vivia. “Não fazemos ideia ainda daquilo com que estamos a lidar aqui. Pode ser o [Timmothy] Pitzen, como pode ser uma partida qualquer“, acrescentou o responsável, situação que se veio agora a confirmar.

A notícia de que não se tratava do rapaz desaparecido, que hoje teria 14 anos, frustrou novamente a família. “É devastador. É como reviver aquele dia de novo”, disse Kara Jacobs, tia de Timmothy Pitzen. “O pai de Timmothy está devastado mais uma vez”.

TP, ZAP //

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