Administradores do BCP voltam a ter salário completo em julho

José Sena Goulão / Lusa

O presidente do Millenium BCP, Nuno Amado

O presidente do Millenium BCP, Nuno Amado

Os administradores do BCP vão voltar a ter os salários na totalidade em julho, depois dos cortes a que foram sujeitos nos últimos anos, enquanto o banco teve ajuda estatal, disse hoje o presidente do Banco, Nuno Amado.

A informação foi dada por Nuno Amado na apresentação dos resultados do BCP de 2016, um recuo de 89,8% face ao lucro de 235,3 milhões de euros em 2015.

Já era conhecido que os trabalhadores do BCP vão ver os salários repostos em julho, uma vez que o banco pagou recentemente os 700 milhões de euros que faltavam da empréstimo estatal concedido em 2012 – os chamados ‘CoCos’.

Desde 2014 que os trabalhadores do BCP com remunerações acima de 1.000 euros brutos mensais têm os salários cortados entre 3% e 11%.

Questionado esta segunda-feira sobre os salários dos administradores do banco, Nuno Amado afirmou que também os gestores de topo terão salários repostos em julho e sublinhou que, no caso destes, o corte médio foi de 22%, acima dos 6% do corte médio dos restantes trabalhadores.

“Com o pagamento dos ‘CoCos’, os salários serão repostos em julho de 2017, a par e passo com os dos trabalhadores”, afirmou.

Em 2016, o BCP teve 542,3 milhões de euros de custos com pessoal, menos 4,5% do que em 2015. Segundo Nuno Amado, a reposição dos salários terá um custo anual de 15 milhões de euros.

Maior nível de imparidades da história

O BCP constituiu imparidades no montante de 1,6 mil milhões de euros em 2016, o valor mais elevado da sua história, realçou esta segunda-feira o presidente do banco.

A figura de imparidade é usada quando uma empresa assume que um dado activo não tem o valor esperado, ou um lucro previsto se tornou improvável, reconhecendo assim uma perda potencial ou efetiva. No limite, as imparidades reduzem um activo ao valor zero.

“O banco fez em 2016 o maior nível de imparidades da sua história“, sublinhou o gestor durante a conferência de imprensa de apresentação das contas do ano passado, em Lisboa.

O agravamento na situação das empresas de alguns setores, como a construção e a promoção imobiliária, a que o banco tem tradicionalmente uma forte exposição, bem como as dificuldades vividas pelas empresas portuguesas em alguns mercados que tiveram “grandes dificuldades” em 2016 justificaram esta opção, explicou Nuno Amado.

“Há também uma exigência regulatória para haver um nível de coberturas maior e também há a mudança de auditores, que acarreta uma mudança de visão que há que acompanhar”, acrescentou.

Segundo Nuno Amado, “o fundamental é perceber que mais de 90% da imparidade criada este ano tem a ver com imparidades que já estavam no banco antes de 2010“.

Nuno Amado vincou que houve “uma concentração e exposição de risco nalguns segmentos que, na altura, se considerou adequada, mas que se agravaram com a crise”.

// Lusa

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