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Vídeos mostram como se comporta uma abelha no interior de uma colmeia

Uma equipa de cientistas captou fotografias e vídeos exclusivos de abelhas no interior de uma colmeia, que revelam comportamentos familiares e também desconhecidos.

É o comportamento coletivo dos indivíduos da colmeia que determina o sucesso de uma colónia. Comportamentos como construir ninhos, procurar comida, armazenar e amadurecer alimentos, alimentar a ninhada, regular a temperatura, a higiene ou defender a colmeia são determinantes.

No entanto, conforme destaca o EurekAlert, a grande maioria destas atividades acontece dentro da própria estrutura da colmeia, pelo que não é fácil observar.

Neste recente estudo, Paul Siefert, da Goethe-Universität, na Alemanha, conseguiu gravar favos de mel e até células individuais do interior de colmeias de observação, proporcionando novas perceções sobre o comportamento das abelhas a nível individual.

A equipa da universidade alemã gravou continuamente o comportamento de abelhas Apis mellifera dentro de segmentos. Para isso, os cientistas cortaram as colmeias e colocaram-nas contra painéis de vidro, o que permitiu obter perspetivas laterais do interior.

As gravações mostram uma série de comportamentos, desde a operária à rainha: a incubação embrionária e casulo larval; a inspeção de abelhas operárias e alimentação de larvas; armazenamento de pólen e néctar nas células; práticas higiénicas, como canibalismo e limpeza de superfícies; e a postura da rainha.

Siefert e a equipa capturaram também vários processos anteriormente não documentados, como alimentação boca a boca de abelhas a larvas, assim como a termorregulação das abelhas “enfermeiras” no interior das células que continham a ninhada em desenvolvimento.

A investigação permitiu ainda descobrir que certos pesticidas – como os neonicotinóides – mudavam o comportamento das abelhas “enfermeiras”, que alimentavam as larvas com menos frequência.

Estes vídeos são exemplos específicos do comportamento destes animais e serão muito úteis para cientistas e apicultores. Os autores do estudo, publicado recentemente na PLOS One, esperam aumentar a consciencialização sobre os declínios críticos nas populações de polinizadores e abelhas e que o seu trabalho seja usado para fins educacionais.

  Liliana Malainho, ZAP //

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