“Rainha do Gelo”. Theresa May é a nova primeira-ministra britânica

A ministra do Interior substitui esta quarta-feira David Cameron, depois de ter emergido como candidata consensual para ultrapassar a guerra interna no Partido Conservador na sequência do Brexit.

Theresa May toma hoje posse como nova primeira-ministra britânica na era “pós-Brexit” e sem ter de passar por eleições.

O antigo chefe do Governopresidiu esta quarta-feira a uma “emotiva” última reunião do governo e apresenta hoje a demissão à rainha Isabel II, para ceder o cargo à nova líder.

“Vou sentir a falta do rugido da multidão”, disse David Cameron, citado pela BBC, na sua última intervenção no Parlamento britânico.

Defendendo as suas conquistas enquanto primeiro-ministro, o britânico diz que passou por “momentos fantásticos” durante os últimos seis anos no poder.

Cameron diz que pretende continuar a acompanhar o processo e a apoiar no que puder, afirmando que “nada é impossível”. “Eu já fui o futuro uma vez”, recordou, nas suas últimas palavras, tendo sido aplaudido de pé pelos deputados conservadores.

A Ministra do Interior, de 59 anos, acabou por ser a única concorrente à liderança do Partido Conservador, depois da desistência da ministra da Energia Andrea Leadsom.

Apesar de eurocética, no início de 2016 e para surpresa de todos, decidiu permanecer fiel a Cameron ao defender a permanência na União Europeia.

Conhecida por muitos como a “Rainha do Gelo”, destacou-se pela sua firmeza no Ministério do Interior em temas como a delinquência, os imigrantes clandestinos e os imãs islamitas.

Chegou a criticar o alto número de imigrantes que chegava ao país e criou uma regra, em 2014, que exige que os imigrantes ganhem mais de 22 mil euros por ano se quiserem levar os cônjuges ou filhos para o Reino Unido.

A nova primeira-ministra tem agora o desafio de unir o Partido Conservador e conseguir o melhor acordo para a saída do Reino Unido da UE.

May torna-se assim na primeira mulher em 26 anos, depois de Margaret Tatcher, a assumir a liderança do Reino Unido.

Filha de um padre anglicano, iniciou a sua carreira política em 1986, após estudos de geografia em Oxford e uma breve passagem pelo Banco de Inglaterra. Foi neste período que foi eleita conselheira do rico distrito londrino de Merton.

Após dois fracassos nas legislativas, foi eleita em 1997 deputada conservadora na próspera circunscrição de Maidenhead em Berkshire (sul de Inglaterra).

Entre 2002 e 2003 foi a primeira mulher a tornar-se secretária-geral de um partido conservador e desencadeia críticas a um partido com uma nítida evolução à direita, que originam diversas inimizades internas.

O Daily Telegraph, que a designa como a mulher política mais poderosa do país, considera que “chegou ao topo devido a uma feroz determinação“.

Casada com o banqueiro John May desde 1980, não tem filhos, é uma amante de sapatos excêntricos e adepta da corrida e da cozinha.

ZAP / Lusa / Move

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