Apesar de a organização do Super Bock Super Rock (SBSR) garantir que a realização do festival não está em risco, António Costa avisa que “não é possível abrir qualquer tipo de exceção”.
O primeiro-ministro António Costa avisou, esta segunda-feira, que “há uma proibição geral de qualquer atividade desenvolvida nas áreas florestais”, devido ao elevado risco de incêndio. Assim, a realização de eventos como o festival Super Bock Super Rock e a concentração motard em Faro está comprometida.
Em causa está o estado de contingência implementado devido às temperaturas elevadas e ao risco acrescido de incêndio florestal.
Costa salienta que está a decorrer “um contacto com a organização dos eventos para garantir que não ocorre em área florestal” e que poderá ser necessário “reajustar os eventos a esta realidade”.
Questionado sobre eventos como os festivais de verão, o chefe do Executivo disse que “o ministro da Administração Interna está em contacto com os organizadores (…) para assegurar que a parte desses eventos que ocorre em zona florestal” seja mudada para outro local.
“Ao haver maior movimentação de pessoas, aumenta a possibilidade de descuidos”, acrescentou o primeiro-ministro. “Obviamente, não é possível, nestas condições climáticas, abrir qualquer tipo de exceção”, frisou.
A organização do Super Bock Super Rock, que se realiza de quinta-feira a sábado, na Herdade da Cabeça da Flauta, no concelho de Sesimbra, está articulada com a Proteção Civil, no atual quadro de “estado de contingência”.
“Estamos a tomar medidas de mitigação exigidas pela proteção civil de Sesimbra”, disse à agência Lusa o promotor Luís Montez, da Música no Coração, que organiza o festival.
“Está tudo articulado com a proteção civil, bombeiros e segurança privada. Vai haver reforço de bombeiros e segurança para vigiar o campismo”, garantiu, além de “duas viaturas de intervenção rápida” aí estacionadas.
“Revista rigorosa à entrada. Completamente proibido cozinhar. A zona de restauração no recinto abre ao meio-dia para quem não for para a praia”, acrescentou Luís Montez.
O responsável afirmou que haverá “um posto de comando da GNR e da Proteção civil permanentes” no recinto. Outra medida preventiva anunciada pelo promotor é a “recolha de lixo de meia em meia hora, assegurada pela Amarsul”, empresa vocacionada para a gestão dos resíduos sólidos urbanos dos municípios da Península de Setúbal.
Fonte da organização do Super Bock Super Rock disse à Rádio Observador que a “realização do festival não está em risco”.
A última vez que o SBSR aconteceu foi em 2019, também naquele recinto, tendo tido duas edições adiadas — em 2020 e 2021 — por causa da pandemia da covid-19.
Daniel Costa, ZAP // Lusa
De proibição em proibição, até a total aniquilação da liberdade… E o povo ASNO, ainda aplaude..
A situações extremas ….medidas adequadas !….só um ASNO é que não entende !
enfim…
face à lei em vigor este tipo de eventos necessita/tem que ter um Plano de Segurança aprovado pela ANEPC face às condicionantes existentes. Se existe qual o problema? Se o problema é o risco acrescido de incêndio então à que complementar as medidas previstas com esse risco acrescido!!!
E as fabricas que laboram no meio da floresta como fazem? param a produção ou dão cumprimento ao Plano de Segurança?