Vida do novo líder do PSD será “um inferno e uma oportunidade”

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António Cotrim / Lusa

O conselheiro de Estado e antigo líder do PSD, Luís Marques Mendes

Este domingo à noite, no habitual espaço de comentário na SIC, Luís Marques Mendes antecipou que o próximo líder do PSD não terá uma vida fácil nos próximos anos. Em relação ao Orçamento do Estado, o comentador referiu que o Governo está a preparar cedências aos municípios, ao PAN, ao Livre e aos deputados do PSD da Madeira.

No próximo sábado, o PSD escolhe o seu novo líder que, segundo Luís Marques Mendes, não terá uma vida facilitada. “A vida do novo líder do PSD vai ser simultaneamente um inferno e uma oportunidade”, disse o comentador político, citado pelo Expresso.

Será “um inferno porque o novo líder, seja ele qual for, não vai ter lugar na Assembleia da República, [e isso] é uma dificuldade”. Além disso, “antes, o PSD tinha apenas um partido à sua direita — o CDS e relativamente estável —, agora tem dois [Chega e IL] e em crescente”, uma “fragmentação na área do centro-direita” que é, na ótica do comentador ,”uma dificuldade”.

“O PSD está na oposição há sete anos e com a maioria absoluta serão dez anos e meio ou 11 anos”, o que “desmobiliza, desertifica e é aquilo que torna a vida do próximo líder num inferno”. Ao mesmo tempo, este contexto é também uma “oportunidade” porque se “espera que finalmente o PSD venha a fazer oposição” e porque “o Governo vai começar a ter o desgaste”.

“Acho que depois desta eleição o partido vai unir-se, ganhe quem ganhar, o novo líder eleito vai fazer o rassemblement e vai chamar o adversário a colaborar”, considerou o antigo presidente do PSD, que entende que a grande prioridade devem ser as eleições europeias em 2024.

“O PSD só consegue ganhar eventualmente as eleições em 2026 se ganhar as Europeias em 2024. Tem de apostar tudo nisso”, frisou.

Cedências no OE2022

Na semana em que se vota o Orçamento do Estado para 2022 na especialidade, Luís Marques Mendes ressalvou que “o Governo tem maioria absoluta, mas como não quer ser acusado de prepotente está a dar uma imagem de diálogo”, nomeadamente com as negociações que escolheu fazer na fase da especialidade, ao ouvir o PAN, o Livre, a IL e o PSD/Madeira.

Sobre as negociações com o Livre e o PAN, Marques Mendes realçou que “estão a correr bem” e que poderão levar a uma abstenção no Orçamento do Estado. “As metas do défice e da dívida mantêm-se inalteradas” e “os salários e pensões não terão atualização face à inflação”, disse, citado pelo Observador.

O comentador antecipou ainda que o Governo se prepara para aceitar “várias exigências” dos deputados do PSD/Madeira: além da extensão, até 2023, das licenças na Zona Franca da Madeira, estará ainda previsto o apoio à construção ao hospital do Funchal e apoio às garantias da República às dívidas da Madeira.

Estará ainda previsto o acolhimento de “todas as principais reivindicações da Associação de Municípios”, que tem exigido um aumento das verbas a transferir para as escolas que passam a ser geridas pelos municípios.

Desta forma, segundo o conselheiro de Estado, “o valor de 20 mil euros por escola a transferir para os municípios passa para o valor médio de 29.700 euros”.

  ZAP //

1 Comment

  1. Deve ser o Montenegro que vai para lider do PSD e vai massacrar tanto , tant,o o Costa. Já se está à espera disso.

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