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“Vespas assassinas” estão prestes a entrar na fase de abate. Em Portugal, já houve casos de ataques e uma morte

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mgiganteus / wikimedia

Vespa mandarinia

Seis vespas asiáticas – também conhecidas como “vespas assassinas” – foram capturadas durante as últimas semanas na zona de Blaine nos EUA, onde foram vistas pela primeira vez no ano passado. Os especialistas estão preocupados, pois acreditam que os insetos estão prestes a entrar na “fase da matança”.

O Departamento de Agricultura do Estado de Washington (WSDA) está empenhado em encontrar o ninho de vespas asiáticas que assolou os EUA. De acordo com os especialistas, as “vespas assassinas” estão a entrar na “fase da matança” – altura em atacam fortemente as colmeias de abelhas, mas também representam um perigo considerável para os seres humanos – diz o Phys.

Sven-Erik Spichiger, entomologista no WSDA, explica que nesta época do ano “as vespas gigantes asiáticas começam a entrar naquilo a que chamamos de fase de abate, ou seja, começam por visitar apiários, marcam uma colmeia e atacam-na com força, retirando assim todas as abelhas da colmeia, acabando mesmo por as decapitar”.

Durante uma entrevista no Facebook, na passada sexta-feira, Spichiger disse que o WSDA acredita que está a lidar apenas com um ninho e que é fundamental encontrá-lo para o destruir antes da fase de abate.

O entomologista revelou que a primeira das seis vespas foi capturada a 21 de setembro por uma família que mora a leste de Blaine, depois da vespa asiática ter visitado várias vezes um ninho de vespas de papel no beiral da casa. A família implantou uma armadilha e acabou por conseguir capturar três vespas, depois de ter a ajuda do entomologista da WSDA Chris Looney, que foi chamado a intervir.

Karla Sapp, porta-voz do WSDA, encontrou a quarta vespa morta num poste de luz. A quinta foi apanhada numa foto “perfeita” de uma câmara, que mostra a grande cabeça amarela do inseto. A sexta temível vespa foi supostamente encontrada por uma pessoa que a viu morta numa varanda, referiu Spichiger.

Spichiger garantiu que o departamento vai andar atento à atividade das “vespas asiáticas” e via usar uma série de abordagens para as encontrar. A vespa gigante asiática é a maior do mundo e pode arrebatar colmeias inteiras de abelhas, que são necessárias para a polinização.

As vespas também atacam humanos, e cerca de 50 pessoas morrem a cada ano por causa das suas picadas fatais, sobretudo no Japão onde se encontram muito presentes.

 

Vespas asiáticas em Portugal

As vespas asiáticas são uma espécie que normalmente habita em regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia ao leste da China, Indochina, ao arquipélago da Indonésia e  em outras regiões asiáticas. Contudo, nos últimos tempos os indesejados insetos têm dados sinais da sua existência também em Portugal.

Em agosto, um ninho de vespas asiáticas foi encontrado na praia da Nazaré. Na altura, a Proteção Civil lembrou as pessoas dos riscos de ser picado. “A presença da vespa asiática tem vindo a aumentar no país, sendo importante evitar o contacto com esta espécie caracterizada por ser muito feroz”, referia a nota das autoridades.

De acordo com a Proteção Civil, a espécie é considerada uma ameaça para a saúde pública pela forma como reage quando sente os ninhos ameaçados, “incluindo perseguições até algumas centenas de metros”.

A espécie apresenta realmente condições para ser muito temida, e já fez um morto em Portugal. No passado dia 2 de outubro, um homem de 70 morreu depois de ser picado por uma vespa asiática enquanto apanhava dióspiros numa quinta em Rio Tinto, no concelho de Gondomar.

Segundo o Jornal de Notícias, um dos homens que tentou ajudar a vítima, explicou que “nunca tinha visto nada assim” e que depois de tentar matar o ninho que estava numa árvore também foi atacado com picadas nas pernas e nos braços, mas conseguiu sobreviver pois apenas teve uma reação ligeira.

  ZAP //

17 Comments

  1. Gostaria de avisar que os insectos mostrados na foto não correspondem à vespa asiática que por exemplo se caracteriza pelas patas amarelas, devendo a mesma ser substituída.

  2. Boa tarde, relativamente a este artigo, a fotografia do suposto enxame de vespas asiaticas é na realidade um enxame de abelhas( apis melifera).
    Quanto ao conteúdo do artigo tem diversos erros. A vespa velutina é uma especie da comumente chamada vespa asiatica. Existem, pelo menos 7 especies diferentes desta vespa.
    A vespa conhecida como vespa assassina é a vespa mandarina( maior que a vespa velutina), e que apareceu recentemente em dois estados norte americanos.
    Por ultimo, a vespa asiatica apareceu em portugal há 7anos, está bem sediementada sobretudo no norte do país.
    Por favor corrijam o artigo , tem erros grosseiros e pode originar o abate dos enxames de abelhas

    • Caro leitor,
      Obrigado pelo seu reparo. A foto, que era efetivamente errada, foi substituída.
      Pode adiantar-nos que outras imprecisões ou erros encontra no artigo?
      Obrigado.

  3. Boa tarde, gostaria de alertar para dois factos:
    – Os insetos da primeira foto são abelhas, não são vespas asiáticas.
    – As vespas asiáticas que estão a causar problemas nos EUA não são da mesma espécie que está presente em Portugal. Nos Estados Unidos é ‘Vespa mandarinia’ (que é realmente muito grande e é conhecida como “giant hornet”) enquanto em Portugal são da espécie ‘Vespa velutina’ e não são assim tão grandes, aliás a vespa autóctone da Europa (‘Vespa crabro’) é maior.

  4. Têm a certeza que a foto retrata a Vespa velutina? É suposto ser um inseto com a pontas das patas amarelas o que não é de todo o caso.

  5. Julgo que falta uma distinção clara entre o que se passa nos EUA e o que ocorre em Portugal. São vespas diferentes embora ambas “asiáticas”. Como está redigido, o artigo pode levar a confusão.

  6. Há uma forma simples de apanhar estas vespas através de uma armadilha artesanal, feita a partir de um garrafão de plástico onde é introduzida uma solução de água e açúcar. Era desejável que as pessoas que têm quintais ou jardins que lá as colocassem.

    • Pois, a verdade é que não era desejável, principalmente se for feito de modo arbitrário e sem cumprir alguns requisitos técnicos.
      Grande parte dos insetos capturados nessas armadilhas não são vespas velutinas. São outras espécies, muitas delas com um papel ecológico importantíssimo, como é o caso dos insetos polinizadores (onde se incluem as abelhas).
      Acresce que, mesmo que os insetos capturados sejam vespas velutinas, pode não ter qualquer efeito significativo na contensão da invasão. Isto sucede se as vespas forem obreiras. Para compreender onde quero chegar, basta pensar que um só ninho pode ter alguns milhares de obreiras.
      A colocar armadilhas, as mesmas deverão conter sempre uma solução de álcool e açúcar, de modo a que o álcool possa repelir as abelhas.
      É importantes que haja buracos de dimensão suficiente que permita a fuga de abelhas e de outros insectos que tenham entrado acidentalmente nas armadilhas.
      A colocação de armadilhas deve incidir sobre o período de saída das rainhas dos abrigos de invernação e antes de haver construção dos ninhos definitivos, portanto mais ou menos de fevereiro a maio (ou na altura em que as futuras raínhas saem para os abrigos de invernação – mais ou menos em novembro).
      Eu arriscaria a dizer que não vale a pena colocar armadilhas a não ser que se consiga garantir que o que mais se captura são vespas velutinas. Quanto à colocação de armadilhas de modo indiscriminado e sem saber bem o que se está a fazer, acho um erro completo.
      Destruir espécies nativas enquanto se tenta controlar espécies exóticas pode representar um impacte bem maior que o impacte causado pelas próprias espécies exóticas.

  7. Pois, obrigada pelo seu esclarecedor comentário. Quando falei na composição da solução, a introduzir na armadilha, esqueci-me de mencionar o fermento de padeiro o que provavelmente terá o mesmo efeito do álcool, repelindo os outros insectos. Foi um apicultor experiente que me disse já ter morto mais de vinte quilos de vespas velutinas através deste processo. Parece-me que se lhe dizimasse os seus enxames não o utilizaria. Conhecimentos científicos não terá muitos mas, os de experiência feitos serão bastantes uma vez que já fez os oitenta anos. Disse-me que a produção este ano teve uma baixa de 80%, em parte ,devido ao extermínio de abelhas melíferas provocado pelas vespas velutinas. É muito complicado e o fim das abelhas seria o fim da humanidade!

    • Não faça isso! Essas técnicas não discriminam as espécies e acaba por apanhar as nossas abelhas. Siga as recomendações da Proteção Civil. No caso de avistar um ninho entre em contacto com as autoridades que eles tratam de tudo.

  8. fiz uma mistura de 5l de agua, 100gr fermento de padeiro, 3kgs de açúcar amarelo.
    Distribui por vários garrafões com 2 orifícios cada.
    apanhei vespas asiáticas e cabro, melgas, mosquitos etc.
    Tudo menos abelhas!

  9. Uma ova! Fiz uma denúncia há exactamente três semanas via telefone, pois encontrei no meu quintal (de uma zona sub-urbana) um ninho de vespa velutina com o tamanho de uma bola de futebol, foi devidamente geo-localizado e até ao dia de hoje nem novas nem mandados, devem estar ã espera que cresça ou que se multiplique?.

  10. É muito bonito em teoria mas quando chega à prática falha redondamente e é por isso que as pessoas são obrigadas a procurarem as suas soluções, não sendo por vezes as melhores. Era importante que as autoridades não descurassem este problema e que acorressem, sempre que lhe fosse solicitada ajuda, para destruirem ninhos visíveis já que para a multiplicação descontrolada destas vespas bastam os ninhos que eles constroem em locais inacessíveis. O desaparecimento das abelhas seria trágico para a nossa sobrevivência, é importante não esquecer isto!!!

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