Vereador do Chega bate com a porta. Contratação de Cristina Rodrigues na origem da rutura

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Luís Forinho, vereador do Entroncamento, bateu com a porta ao Chega. A contratação de Cristina Rodrigues como coordenadora jurídica do gabinete parlamentar do partido provocou uma onde de demissões.

A baixa de Luís Forinho é uma das mais significativas, uma vez que equivale a uma diminuição da representação autárquica do partido.

“O Chega está a ser a maior desilusão política da nossa nação”, disse o vereador do Entroncamento em declarações ao Expresso.

A contratação de Cristina Rodrigues “vai contra todos os princípios ideológicos do partido” e a concelhia “não se revê absolutamente nada” nesta contratação, que o vereador classifica como “vergonhosa, ridícula e descabida”.

Ao lado de Luís Forinho estão a presidente da concelhia, Isabel Sousa, e os três deputados eleitos para a Assembleia Municipal.

De acordo com o semanário, a concelhia assinou uma petição a pedir a “destituição de Cristina Rodrigues da função de assessora parlamentar do Chega”, que reuniu 84 assinaturas, tendo sido entretanto encerrada.

Forinho garante não ter iniciado a petição e queixa-se que “o partido ameaçou castigar a concelhia se essa petição não fosse retirada do ar” no que descreve como “uma prova de falta de democracia e de liberdade” no Chega. “Estamos extremamente revoltados e sentimos que este partido já não nos representa.”

O vereador não revelou se passará a independente e remeteu a resposta para segunda-feira, dia em que a concelhia divulgará um comunicado. Se a desfiliação se concretizar, o Chega perderá o seu quinto vereador desde as eleições autárquicas de setembro, quando elegeu 19.

A ex-deputada do PAN integra agora o gabinete da assessoria parlamentar. Cristina Rodrigues “prestará apoio enquanto coordenadora jurídica ao gabinete parlamentar, que beneficiará da sua considerável experiência parlamentar e de muitas causas nobres em que tem colocado o seu empenho”, lia-se no comunicado do anúncio.

Cristina Rodrigues foi eleita deputada nas listas do PAN em 2019, e afastou-se do partido em junho de 2020, passando a deputada não inscrita.

Na altura, a então dirigente acusou a liderança de André Silva de a silenciar e condicionar a sua “capacidade de trabalho”. A deputada criticou a direção por criar um “distanciamento face a medidas estruturais”, como o Rendimento Básico Incondicional, a lei do clima e a “causa animal”.

  ZAP //

5 Comments

  1. Como quê , em Politica a falta de dignidade e honra prevalece por os vistos em prol do interesse económico . É como dizer em certos casos “só vai para politico(a) , quem não sabe fazer mais nada” !

  2. A contratação de Cristina Rodrigues como coordenadora jurídica do gabinete parlamentar do partido não é o mesmo do que um lugar de deputado! Folgo em saber que a democracia ainda vive em algum partido, como a liberdade em contratar pessoas competentes, sem discriminação com base na ideologia…
    Não vejo aqui problema nenhum!

  3. O problema é a sra Cristina Rodrigues aceitar trabalhar para o Chega, cuja ideologia é totalmente díspar do seu ex partido Pan. Acho que seria uma questão de princípios não ter aceite o convite.

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