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Ventura não seria eleito no Parlamento que o Chega pede

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O Chega quer reduzir o número de deputados na Assembleia da República, de 230 para 180. Caso isto estivesse em vigor nas eleições de 2019, André Ventura não teria sido eleito.

O Chega entregou um pedido de referendo para reduzir o número de deputados da Assembleia da República. A proposta visa reduzir de 230 para 180 o número de representantes. Se assim fosse, em 2019, André Ventura não teria sido eleito nas eleições, escreve a Sábado.

O Chega entende que o Parlamento “pode funcionar perfeitamente com 100″, embora o mínimo imposto pela Constituição seja 180 representantes parlamentares. No projeto de resolução, o partido menciona que a redução de deputados “pode ser sinal de aproximação” e levar à eleição de representantes “mais próximos das populações e dos seus reais problemas”.

No entanto, caso esta proposta seguisse em frente, os partidos grandes sairiam beneficiados, com 19 dos 22 círculos eleitorais a perderem mandatos.

Lisboa seria o círculo eleitoral com a maior perda de mandatos, passando de 48 para 38 deputados. Os restantes seriam Porto (de 40 para 31), Braga (de 19 para 15), Setúbal (de 18 para 14) e Aveiro (de 16 para 12). Todos os restantes, à exceção de Portalegre, Europa e Fora da Europa, perderiam um ou dois representantes, calcula a Sábado.

Além disso, mo círculo eleitoral de Lisboa, André Ventura deixaria de ser um dos deputados eleitos, assim como Joacine Katar Moreira. A Iniciativa Liberal seria o único partido com um deputado único no Parlamento, João Cotrim Figueiredo.

Feitas as contas através do Método de Hondt, o PS ficaria a apenas dois deputados da maioria absoluta, contando com 89 dos tais 180 representantes parlamentares. Embora os socialistas perdessem 19 deputados, seriam os mais beneficiados, com a menor perda relativa. O PSD ficaria com 63 mandatos, menos 16.

Os mais prejudicados seriam a CDU, que ficaria apenas com oito dos atuais 12; o CDS, que veria reduzido a apenas três deputados, em vez de cinco; e o PAN, de igual forma, seria representado por três deputados, perdendo um mandato.

  ZAP //

11 Comments

  1. Se o Chega propõe uma alteração que o pode prejudicar o próprio partido então isso só torna a sua iniciativa ainda mais louvável

    • Exactamente! E ele já afirmou que tinha noção disso mas que se o resultado fosse ele sair, que saia com missão cumprida.

      • destruir o SNS e a escola pública, reduzir os impostos ao grande capital, alterar a lei do trabalho em favor do patronato, congelar o salário mínimo ou deixar de existir. Acabar com o sistema de reformas e passar a seguros.
        A histórica do rendimento mínimo, do número de deputados, dos ciganos, dos polícias, etc, etc , é para enganar parolos, pois na despesa do Estado não tem significado nenhum

        • Quase tudo o que você diz estaria melhor gerido por privados do que pelo Estado. O Estado anda à décadas a demonstrar que é profundamente incompetente e não é uma “pessoa” de confiança, no que concerne a gerir o nosso dinheiro.

          • Oh sim…nota-se…
            A PT, o BES, etc, etc, riram-se…
            Mas é comparar os EUA (quase tudo privado e “salve -se quem puder”) com a Noruega (quase tudo nas mãos do Estado) e que dá 15 a zero aos EUA em qualquer indicador do indície de desenvolvimento humano!!

  2. circulos eleitorais?
    Que palhaçada é essa?
    Feito para manter os grandes partidos… (Qualquer pessoa que entenda de matematica entende isso), mas se a regionalização não avancou, porque ha circulos? è melhor quadrados….

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