As vacinas estão a causar uma guerra cultural na Europa. A que se deve esta contestação?

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A resistência à vacinação contra a covid-19 tem-se espalhado por toda a Europa e está a criar uma guerra cultural em vários países.

Quando foi descoberta, a vacina foi vista como a única “salvação” para a pandemia que estava a assolar a Europa. Quase um ano após as primeiras inoculações, o efeito da vacinação sente-se – com o número infeções e mortes a mostrar-se mais baixo em comparação com os dados do ano passado – mas, ainda assim, há muitas regiões do velho continente onde a resistência à injeção se tornou numa causa.

A maior parte dos países da Europa apresentam taxas de vacinação bastante elevadas – como é o caso de Portugal – porém também há países onde a população recusa ser vacinada. Os argumentos contra são muitos e esta posição tem consequências sérias para a saúde pública: os números de novos casos e óbitos já começam a causar alguma preocupação, o que fez com que muitos Governos pusessem rédea curta aos seus habitantes.

O jornal norte-americano The New York Times fala numa “coerção indisfarçável”, onde apesar das autoridades políticas não exigirem – pelo menos diretamente – a obrigatoriedade da vacinação, impõe medidas que levam a que a população veja nesta opção a sua única alternativa a uma vida mais próxima daquilo que é visto como “o normal”.

A Alemanha é um dos países da Europa Ocidental onde as taxas de vacinação são mais baixas e, como tal, a nação tem assistido a aumento do número de casos dia após dia.

De modo a combater aquela que poderá vir a ser a quinta vaga da pandemia no país, o Governo definiu que os não vacinados não poderão frequentar restaurantes, cinemas ou cabeleireiros.

Esta semana, o Governo assumiu uma nova conduta para todos aqueles que recusaram a vacina contra a covid-19: nos distritos onde a taxa de hospitalização supera os 3 por cada 100 mil habitantes a sete dias, só os vacinados poderão aceder a bares, restaurantes e outros espaços públicos fechados. Se o índice for de 6 ou mais por 100 mil habitantes, os vacinados terão de apresentar um teste negativo para entrar nesses espaços. Caso passe os 9 por 100 mil, então as autoridades poderão decidir-se pelo confinamento.

No entanto, apesar do peso que estas medidas podem vir a ter na vida da população não inoculada, não parecem ser duras o suficiente para fazer com que mudem de ideias.

“Eles não me vão quebrar”

É o caso de Sven Müller. Em declarações ao NYT, o alemão mostra-se orgulhoso pela decisão que tomou e diz acreditar que “as vacinas são macabras”. Na sua perspetiva, estas são meros objetos que as empresas e as farmacêuticas arranjaram para ganhar dinheiro.

Relativamente às novas medidas impostas pelas autoridades políticas, Müller considera que são uma forma dos “políticos corruptos” tirarem a sua liberdade.

“Eles não me vão quebrar”, refere Müller, que é também dono de um bar na cidade de Annaberg-Buchholz, na região das Montanhas Ore, no estado oriental da Saxónia, onde a taxa de vacinação é de apenas 44% – a mais baixa da Alemanha.

Estes dados não são surpreendentes. Segundo noticia o New York Times, a Alemanha, Áustria e a região de língua alemã da Suíça têm a maior taxa de populações não vacinadas em toda a Europa Ocidental.

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Os especialistas associaram o aumento acentuado das infeções nestas regiões a uma tendência cultural da população para a homeopatia e para os remédios naturais.

Patrick Franzoni, especialista de saúde pública na província de Bolzano, que faz fronteira com a Áustria e a Suíça, refere que o problema também afeta a região, e tem como justificar esta dificuldade de aceitação. Além da confiança que a população deposita na natureza, “há alguma correlação com partidos de extrema direita”, que têm, muitas das vezes, incentivado a campanhas anti-vacinação.

Ao NYT, alguns sociólogos destacam que esta posição é estimulada por uma forte tradição de governos descentralizados que tende a exacerbar a desconfiança nas normas impostas da capital, e por um ecossistema de extrema direita.

Por exemplo, na Saxónia, a relutância em tomar a vacina e o apoio ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (ou AfD), a força política mais importante na região, coincidem significativamente, refere o NYT.

O partido tem estado em queda, mas no antigo leste comunista, a rejeição da vacina tornou-se a decisão lógica de muitos dos seus membros que, muitas vezes, têm muita desconfiança no governo, na globalização, nas grandes empresas e nos grandes meios de comunicação.

Rolf Schmidt, prefeito de Annaberg-Buchholz, defende que “a vacina é um meio de polarização”, e acredita que “cada um tem a sua verdade absoluta”. O político, que não refere se optou por se vacinar ou não, tem os seus próprios canais nas redes sociais onde faz um reforço dos seus ideais e onde provavelmente influenciou milhares de habitantes da região que lidera a deixar a vacina de lado.

Já em Annaberg-Buchholz, que se localiza perto da fronteira com a República Checa, a divisão também é profunda e óbvia.

Todas as segundas-feiras, várias pessoas com posições anti-vacinação realizam um pequeno, mas barulhento comício no centro da cidade. Na semana passada, escreve o NYT, juntaram-se cerca de 50 manifestantes a gritar “a vacina mata” e a protestar contra o Governo de Berlim, que, segundo eles, é uma ditadura como o comunismo “mas pior”.

Muitos restaurantes da região também apresentam mensagens nas suas portas que culpando as “decisões políticas” por não permitirem a entrada de pessoas não vacinadas.

A ideia do Governo alemão “obrigar” – não obrigando – a população a vacinar-se pode estar a ter um efeito diferente daquele que seria esperado. Um vez que a maior parte das pessoas se mostra revoltada com a ideia de não poder frequentar os espaços livremente.

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A população sente-se traída pelos políticos, e Müller dá a face por esse descontentamento: “eles prometeram que a vacina não seria obrigatória”, referiu, acrescentando que “esta é uma forma sorrateira de forçar a vacinação”.

Por sua vez, Michael Brunner, presidente do MFG, o novo partido anti-vacinas, sublinha que “esta é uma violação sem precedentes das nossas liberdades constitucionais”.

“A única forma de sair do ciclo vicioso”

Situações onde população contesta as medidas do Governo também frequentes na Áustria, que esta semana voltou a iniciar a um novo confinamento total. Aqui, o Governo foi mais longe e vai mesmo obrigar a uma vacinação obrigatória a partir de 1 de fevereiro.

Esta foi a única saída encontrada, depois de discussões com todos os governadores regionais. De acordo com Alexander Schallenberg, chanceler do país, o confinamento durará inicialmente 20 dias, sendo que a maioria das lojas terá de fechar, os eventos culturais serão cancelados e os alunos voltarão a ter aulas “online”.

“Apesar de meses de persuasão, não conseguimos convencer um número suficiente de pessoas a vacinarem-se”, disse, defendendo que “aumentar, de forma sustentável, a taxa de vacinação é a única forma de sair do círculo vicioso”, afirmou o chanceler.

A Áustria, um país de 8,9 milhões de habitantes, tem uma das taxas de vacinação mais baixas da Europa Ocidental.

Além da Alemanha e da Áustria, a pandemia está a ressurgir em força na Europa e vários países, como a Suécia ou a Grécia, anunciaram, nos últimos dias, um aumento das restrições.

Vacinas: Vilãs ou heroínas?

De acordo com os dados do site Our World in Data, da Universidade de Oxford, datados de 10 de Novembro, Portugal regista uma média móvel a sete dias de 0,492 novas mortes diárias por milhão de habitantes. Excluindo sete países europeus que registam zero mortes por milhão de habitantes, Portugal é a segunda nação com o valor mais baixo, a seguir à França (0,488), escreve o Público.

Por outro lado, países com baixas taxas de vacinação apresentam números elevados de mortes por milhão de habitantes, tal como demonstra o gráfico elaborado pelo imunologista Luka Mesin​ e que se tornou popular no Twitter.

É o caso da Bulgária, que regista uma cobertura vacinal com pelo menos uma dose de 22,23% e 28,855 mortes por milhão de habitantes, o valor mais elevado entre os países europeus.

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Estes dados mostram que ser vacinado tem um benefício muito superior à recusa da inoculação. Apesar de não conseguirem evitar muitas infeções, as vacinas são capazes de prevenir um estado da doença mais grave, podendo evitar a morte.

Na história da pandemia as vacinas são, definitivamente, as heroínas.

  Ana Isabel Moura, ZAP // Lusa

 

 

 

 

 

 

 

 

21 Comments

  1. não deixa de ser engraçado como aqueles que habitualmente são mais pela ordem e disciplina e menos pela liberdade são os que agora reclamam precisamente pela liberdade (a sua, bem entendido)!

  2. A saúde pública é um assunto de vida coletiva e de vida social (vida em sociedade). Uma coisa é a vida privada, o corpo e autodeterminação pessoal e a “eutanásia” e a saúde individual. Outra coisa distinta é a Saúde Pública e a boa convivência coletiva de um “Povo”. Daí que está previsto o Crime contra Valores e Interesses da Vida em Sociedade. A propagação de doenças contagiosas (Vírus da SIDA, COVID19, etc) é punível com prisão de 1 a 5 anos. Então, o Plano Nacional de Vacinação é Gratuito porque baseia-se nos valores e nos interesses da vida coletiva em Sociedade. Não é o indivíduo que está em causa, mas o que está em causa é a Segurança Social e Proteção da Vida Coletiva.

    • Dr Victor,

      Apartir do momento que a vacina demonstrou alguma eficácia em reduzir a mortalidade e complicações do vírus no individuo, MAS um efeito quase nulo em impedir a transmissibilidade social (basta olhar para o caso Gibraltar com 100% população vacinada e sofre agora um pico de transições) estamos então a lidar com uma escolha pessoal e não coletiva, pois a vacina não é solução para o quadro social.
      O máximo que ela faz é proteger o individuo.

      Logo a sua tese aplica-se a vacinas eficazes mas não a estas (que estão a ser forçadas até a crianças)

      Além do mais, convém evitar criar paralelos com outras doenças como a Sida, estamos a falar de um vírus com uma taxa de sobrevivência de 98-99% ,e quase 100% para o jovem saudável, (e manter-se saudável é uma obrigação pessoal) contrair covid não é uma sentença de morte , como foi a SIDA nos anos 80-90..

      E para finalizar nada na vida é gratuito, as medidas que estão a ser introduzidas (mascaras, confinamentos, vacinas) vão ter um peso social/geracional que pessoalmente não vejo que compense o prolongar de uma vida frágil de um segmento da população em fim de vida (seja por idade ou doença).

    • O governo acaba de assumir aquilo que á muito já se sabia, a vacina não serve para nada mais do que dar mecanismos ao teu corpo para combater o vírus e tu teres menos sintomas durante o processo de combate ao vírus.
      Estar vacinado não te protege de ficar contagiado e ser transmissor do vírus, com a agravante que por estares vacinado vais ter menos ou nenhuns sintomas fazendo de ti um transmissor mais perigoso e silencioso.

      Por isso os outros estarem ou não vacinados não afecta a Proteção da vida colectiva. Isso foi o slogan que era importante passar para que seguisses a manada sem reclamar ou pensar, e ainda com a ideia que eras um herói.

      Pois podes cair na realidade, as novas medidas mostram isso mesmo, e agora nos próximos dias muda-se a narrativa para justificar as medidas e vais esquecer rapidamente as baboseiras que escreveste.

    • Dr Victor, Apartir do momento que a vacina demonstrou alguma eficácia em reduzir a mortalidade e complicações do vírus no individuo, MAS um efeito quase nulo em impedir a transmissibilidade social (basta olhar para o caso Gibraltar com 100% população vacinada e sofre agora um pico de transições) estamos então a lidar com uma escolha pessoal e não coletiva, pois a vacina não é solução para o quadro social. O máximo que ela faz é proteger o individuo. Logo a sua tese aplica-se a vacinas eficazes mas não a estas (que estão a ser forçadas até a crianças) Além do mais, convém evitar criar paralelos com outras doenças como a Sida, estamos a falar de um vírus com uma taxa de sobrevivência de 98-99% ,e quase 100% para o jovem saudável, (e manter-se saudável é uma obrigação pessoal) contrair covid não é uma sentença de morte , como foi a SIDA nos anos 80-90.. E para finalizar nada na vida é gratuito, as medidas que estão a ser introduzidas (mascaras, confinamentos, vacinas) vão ter um peso social/geracional que pessoalmente não vejo que compense o prolongar de uma vida frágil de um segmento da população em fim de vida (seja por idade ou doença).

      • Fui o pioneiro na implementação de um Programa de Vacinação contra a Gripe Sazonal em Navios de Guerra na Base (Naval) da Armada Portuguesa de Lisboa. Outrora, há muitos anos atrás, tratei de inúmeros Doentes com SIDA e Tuberculose no HPV…O Facto científico é que só quem está infectado com doenças infectocontagiosas é quem transmite a doença.

        • Certo Dr Victor, mas sobre o tópico infectocontagioso, comparar o vírus SIDA que se mantem presente no hospede uma vida inteira, com o vírus covid que tem um período de transmissibilidade “curto” (15 dias) é no mínimo irresponsável.
          Na sua posição e com o seu historial exige-se uma opinião mais neutra.

          Antes do covid , já se enchiam os hospitais com hipocondríacos que sobrecarregam desnecessariamente um sistema que nunca foi robusto para começar

        • Vou tirar um pouco para responder a este senhor.
          Senhor Victor começo por lhe dizer que estudos são como opiniões, cada um vai procurar aquele que mais convém a sua própria convicção.
          2 ponto pelo que vi num post anterior, você declara se aqui médico de profissão.
          Então deixe que lhe diga o que constatei em todos os seus post.
          Você certamente vem do tempo do Salazar e deve ter parado no tempo, tanto na forma de analizar evidências que estão a frente do nariz de todos nós.
          Quando fala em questão de saúde pública, tente lá explicar aqui aos leigos visto ser você médico de profissão, onde está a diferença no estar ou não vacinado, em que ponto é isso importante para a saúde pública???
          Pois tanto vacinados como não vacinados são portadores da doença e podem na transmitir da mesma forma, na verdade até penso ser pior pois podem estar a infectar outras pessoas sem sequer se darem conta porquê pessoas como você fizeram os mais fracos acreditarem que depois de vacinados estariam livres da doença ou de serem infectados

          • Bom, vamos lá ver…uma coisa é a Política outra coisa são as Ciências em todos os campos (Fields). A questão a saber é quem são aqueles que acreditam na Ciência? Ora, para quem não é doutorado e não é cientista torna-se difícil chegar ao entendimento sobre a Ciências Médicas e da Vida Humana (Microbiologia, Farmacologia, Anatomia e Fisiologia Humana, Imunologia, etc). Para um melhor conhecimento e depois chegar ao entendimento lógico e sensato, Quanto às vantagens da Vacinação e o porquê das diferentes vacinas,…talvez um Curso de Doutoramento no campo das Ciências Médicas e da Vida Humana, especialização em Microbiologia ou Farmacologia Humana. Sendo eu doutorado e investigador I&D… eu acredito na Ciência e na Investigação científica criminal.

    • O plano nacional de vacinação não é gratuito, ele tem um custo (e um lucro para os seus fornecedores), o custo é indireto via um agravar das despesas do estado , défice e futuros impostos, mas como tem o rotulo de “gratuito” é usado e abusado, tal como um cartão de crédito, até que chega o dia de pagar.

      • Portugal é um Estado de Direito. Os Gastos do Estado são fundamentais para assegurar a Eficiência Económica, a Equidade e a Redistribuição dos rendimentos. A Vida Coletiva e a vida em sociedade num Modelo de Estado tem regras e leis. A Saúde Pública, as Forças Armadas, o Ensino Básico, a Justiça e Segurança (os Tribunais judiciais e as Polícias), as Autoridades Tributarias, as Autoridades do Trabalho e da Segurança Social, as Autoridades da Segurança Alimentar, as Autoridades de Asilo e Estrangeiros, são fundamentais para o funcionamento do Estado de Direito e Ordem jurídicas… tudo isto é pago pelo Sistema Tributário Português (impostos, taxas, contribuições para a Segurança Social).

  3. As vacinas não significam a salvação da humanidade e não são o milagre da ciência médica. A Vacinação contra a COVID19 é um processo de imunização passiva que ajuda a fortalecer o sistema imunológico de uma pessoa (com mais ou menos imunes à doença infectocontagiosa). A questão interessante era saber é se todos nós não quisermos saber da Vida Coletiva e da Vida em Sociedade. Cada um decidir a sua própria “Eutanásia”!?

  4. A verdade pura, nua e crua é que anda meio mundo a tentar enganar outro meio mundo! Já ninguém sabe o que é certo ou o que é errado! Já ninguém acredita nos cientistas, já ninguém acredita nos Doutorados, já ninguém acredita no discurso lógico e comprovado e demonstrado. Não se trata de salvação do planeta Terra, o que está em causa é a sustentabilidade da vida coletiva e sobrevivência da espécie humana.

    • Outro ponto que lhe quero deixar, a democracia em Portugal é simplesmente uma anedota, e o povo português é muito manso, falam e fazem muito barulho, mas não agem.
      Na Bélgica por exemplo já existe um grupo de 522 advogados benevolentes (a custo zero) e esse número a aumentar todos os dias prontos a defender quem por algum motivo esteja a ser coagido a ser vacinado contra a sua vontade, coisa que em Portugal nunca irá acontecer pois o ganho estará sempre primeiro e não ajudar os indefesos.
      Outro ponto importante ao qual você parece alheio, uma vacida desta envergadura requer anos de testes a longo prazo para se poder apurar efeitos a longo termo.
      Esta foi fabricada em tempo recorde quebrando todo o processo comum de qualquer vacina.
      Neste caso esta a população a servir de ratinhos de laboratório.
      Pior em toda esta situação, é ninguém querer ver e basta olhar a estatísticas pelo mundo fora, e ver o quanto os casos de problemas cardíacos têm vindo a aparecer em pessoas perfeitamente saudáveis, e os seus e a famosa comunidade científica continua a nenhar que esteja relacionado a vacina.

      • “A ignorância é má conselheira” ou “quanto mais ignorante, mais arrogante” são provérbios muito adequados a estes cometários!…

  5. Para a Autora da noticia: No parágrafo 22 – salvo erro – há lá um “puder” que se escreve “poder”. Mero detalhe mas que me “saltou” logo. Acontece a todos. O parágrafo começa com …”A ideia do Governo alemão… puder (poder) “.

  6. Tanta contra-informação que anda por aí. Uma coisa é uma Opinião. Outra coisa é descrever os dados de factos históricos verificáveis. Outra coisa são gostos, preferências, usos e costumes de um indivíduo (ou comunidade). A Ciência não é Opinião quer se goste quer não se goste. É como a Investigação criminal… ou é ou não é. Na dúvida… não é!

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