Universidades podem receber menos 5 mil alunos este ano

Tulane Publications / Flickr

As candidaturas ao Ensino Superior registam, até agora, uma quebra de 9% face ao mesmo período do ano anterior. Há menos alunos a concorrer e, se a tendência se mantiver, universidades e politécnicos podem receber menos 4 a 5 mil alunos.

Os dados, avançados pela Direção Geral do Ensino Superior, revelam que foram realizadas até ao dia 31 de julho 36 275 candidaturas. Em 2017, no mesmo período homólogo, tinham sido registadas 39 808 candidaturas, ou seja, tinham concorrido em igual período, mais 3 533 alunos.

Esta quebra de 9% na procura inverte a tendência de crescimento registada nos últimos quatro anos. Mantendo-se o ritmo de inscrições, as universidades e politécnicos públicos podem receber menos 4 a 5 mil alunos este ano, aponta o Público.

Os exames nacionais de acesso são apontados como os principais responsáveis por esta descida. O presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, João Guerreiro, disse, em declarações ao diário, que os exames “atípicos” deste ano podem ser uma das razões para a quebra na procura.

Além disso, João Guerreiro aborda a situação do número elevado de alunos do ensino profissional, que acabam por ter que realizar exames nacional de disciplinas que não estão incluídas nos seus currículos, dificultando-lhes o acesso. Este pode ser outro dos fatores, explica o presidente.

Quanto à redução do número de vagas no Porto e em Lisboa, os especialistas ouvidos pelo matutino, afastam para já que a medida imposta pelo Governo possa estar a afetar o concurso. Explicam que ainda é cedo e que só em novembro, quando se concluir todo o concurso de acesso, é que será possível avalia as consequências.

O concurso ao Ensino Superior ainda está aberto e a primeira fase decorre até ao próximo dia 7 de agosto. Há 50 852 vagas disponíveis e 1 068 cursos.

Os resultados da primeira fase de candidaturas são divulgados a 10 de setembro, no portal da DGES, seguindo-se depois as segunda e terceira fases de acesso ao Superior. Só a 12 de outubro é que o concurso nacional fica totalmente concluído.

Mais 4 mil diplomados em 2017

As universidades e politécnicos portugueses deram mais de 77 mil diplomas no ano letivo 2016/17, um aumento de quase quatro mil em relação ao anterior, a larga maioria dos quais no ensino público.

De acordo com dados do Ministério da Educação, foram emitidos 77.034 diplomas, 83,2% dos quais em estabelecimentos públicos. Mais de metade dos diplomas são nas áreas de engenharia, indústrias transformadoras e construção, ciências empresariais, administração e direitos e saúde e proteção civil.

Foi na área das tecnologias da informação e comunicação que houve o maior aumento percentual, de 857 para 1.479, (72,6%), enquanto a educação continuou a descer, como acontece desde o ano letivo de 2012/2013, descendo 4,1% no ano letivo passado, de 3.861 para 3.702 diplomas.

Em ciências e engenharias, foram emitidos 22.142 diplomas, mais 5,7% do que no ano letivo anterior.

As universidades conferiram 66,6% dos diplomas e os politécnicos 33,4%, mas foi o setor dos politécnicos que mais contribuiu para o aumento do número de diplomas.

ZAP // Lusa

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