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Trump pressionou secretário de Estado da Geórgia para “encontrar” votos que lhe garantissem a vitória

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Michael Reynolds / EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O The Washington Post teve acesso a uma gravação de uma conversa por telefone entre o Presidente norte-americano, Donald Trump, e o secretário de estado da Geórgia e membro do Partido Republicano, Brad Raffensperge.

Donald Trump pediu ao secretário de Estado da Geórgia, também membro do Partido Republicano, que encontrasse os votos necessários à sua vitória. Caso não o fizesse, poderia sofrer consequências criminais.

A informação é avançada pelo jornal The Washington Post, que conseguiu uma gravação de uma conversa por telefone mantida entre os dois. O pedido de Trump foi recusado.

“Não há nada de errado em dizer que fizeram novos cálculos”, sugeriu Donald Trump. “Quero apenas encontrar 11.780 votos (…) porque vencemos nesse estado”, insistiu, apesar de a vitória do democrata Joe Biden na Geórgia, com 12 mil votos de vantagem, ter sido confirmada por uma recontagem e por auditorias.

O The Washington Post escreve que Brad Raffensperger rejeitou o pedido do Presidente cessante, considerando que a vitória de Biden foi justa. “Acreditamos que os nossos números estão corretos.”

Este domingo, no Twitter, Donald Trump escreveu que Brad Raffensperger “não queria ou não conseguia responder a perguntas relacionadas com a ‘fraude dos boletins de voto de baixo da mesa’, destruição de boletins, ‘eleitores’ de fora do estado, eleitores mortos e muito mais”.

Ele não fazia ideia!”, acusou o Presidente dos Estados Unidos.

Mais tarde, e em resposta a esta acusação, Raffensperger escreveu na mesma rede social: “Com todo o respeito, Presidente Trump: o que você está a dizer não é verdade. A verdade virá à tona”.

Em novembro, o secretário de estado da Geórgia já tinha denunciado publicamente pressões para não dar a vitória aos democratas no estado, incluindo ameaças de morte.

  Liliana Malainho, ZAP //

19 Comments

  1. De que tem realmente medo, o Sr. D.Trump, ao sair da Presidência dos USA.. ?…… Que tem a esconder, protegendo-se atrás do “escudo” Presidencial..?…..Que dossiers o esperam nas gavetas dos Tribunais, quando passar a Estatuto de Cidadão comum ..?….só questões como estas explicam o grande desespero do Sr. Trump !

  2. Noticia completamente deturpada!
    Quem escreveu isto não ouviu a conversa telefónica toda ou não entende inglês.
    As questões foram que os advogados do Trump e ele próprio disseram que tinham provas de que votaram 4500 mortos o secretário de estado disse que foram apenas 2, mas não quis dar as listas oficiais nem juntar os advogados dos dois lados para clarificar o assunto.
    Também o lado do Trump perguntou se sabiam que os 18000 votos tirados de baixo de uma mesa, depois de mandar embora os observadores dos dois partidos e as forças de segurança, alegando um problema num cano, foram todos para o Biden.
    Várias outras questões levantadas pelo lado do Trump com a simples questão de porque não aceitam esclarecer as situações não foram respondidas.
    No final da conversa fica a ideia de terem aceite encontrar-se em 24h seria hoje segunda dia 4 de Janeiro, para as duas equipas verificarem as várias alegações, também os milhares que votaram tendo mudado de estado…

    • Pois olha que eu ouvi a gravação, e não encontro o que dizes… Pode haver outros dados, provenientes de outras fontes que eu não conheça, mas na gravação não está isso de que falas! Qual é a tua fonte?

    • Esses malandros do W. Post não percebem nada de Inglês e depois é isto…
      Enfim… completamente deturpada anda a tua inteligência…

  3. Interessante é assistir a alguns grunhos Tugas, que a viagem mais longa que fizeram foi talvez a Figueiró dos Vinhos, moram numa cave em Alfornelos, afirmar com toda a convicção do mundo que houve fraude. Qual FBI, CIA, NSA, Tribunais, Imprensa, muitos, mas muitos Republicanos….eles é que estão
    informados, eles é que sabem.
    O bispo Edir Ventura agradece este nacional-carneirismo.

  4. Sim? Em que filme viste isso?
    Será também altura para o teu presidente Trump(a) explicar como ganhou em 2016??
    Estou curioso para saber…
    É que de fraudes entende ele…

  5. Tenho notado muitas críticas e bem contra o Trump mas agora eu pergunto,não temos nós também em Portugal uma cambada de governantes igualmente mentirosos que continuam a ser apoiados pelo povo? teremos nós condições de criticar o Trump quando temos em Portugal políticos da mesma laia e continuamos a proceder como seja tudo normal? temos muita coisa a mudar no país ou qualquer dia,teremos o Trump a vir governar cá a parvónia.

    • Os casos são diferentes.
      O Trump está convencido de que realmente houve fraude, e disse que precisava que os votos em falta fossem encontrados (o termo “pressionar” é uma opção editorial do Zap). Não consta que tivesse falsificado votos. Aliás, queixa-se é de terem sido os outros a terem feito isso.
      Nós por cá não perdemos tempo a procurar o que quer que seja, passamos logo à fase de inventar coisas, à fase da mentira e da viciação dos factos.
      Vistas assim as coisas, nós estamos muito “mais à frente”, o que me deixa a pensar que se as eleições tivessem sido em Portugal provavelmente tinha havido mesmo casos de votos inventados, apenas por lapso…

    • Tu, claramente, não tens condições para criticar ninguém – até e porque estás constantemente a defender o ditador Salazar (que é responsável por muito do mal que ainda hoje se passa em Portugal!), mas a grande maioria dos portugueses (e da humanidade em geral) tem todas as condições para criticar o Trampa!!

  6. Mas ainda há quem discuta as pressões que este menino mimado exerceu, com a sua beicinha, sobre tudo e todos? Mas ainda há quem defenda este trafulha, este prepotente deste aldrabão? Tirem o esqueleto do armário!!!!

  7. Usual deturpação das palavras. Trump quis dizer que, por entre as dezenas de milhares de votos fraudulentos, apenas precisava que o Secretário de Estado encontrasse certo número de votos para virar os resultados. É como publicar a fotografia de Ventura no momento em que levanta a mão, assemelhando-se a uma saudação nazi. Táctica cobarde, mentirosa e de pouca ética, que ecoa por entre estes media com agenda própria, e que já dura há quatro anos. Pensem em quantas notícias positivas viram sobre Trump? Desafio-vos a entrarem uma, e não faltariam temas, desde o tratado de paz do Médio Oriente à postura anti-guerra, que trariam um Nóbel da Paz de forma muito mais meritória do que a Obama (pura hipocriasia).
    O que se passou nos EUA foi é digno de ditaduras, e lamentável num país ocidental. As várias suspeitas e várias evidências de fraude eleitoral são chocantes, e nenhum tribunal quis levantar a poeira nesta fase e preferiram deixar os esqueletos no armário, sob olhar atento do “Sistema”.
    Se achavam que o país estava dividido, agora ainda mais estará, pois metade da população não vai aceitar a legitimidade da nova presidência, para além do facto de ser um político altamente corrupto e com alarmante nível de senilidade.
    Pessoalmente, acho piada aos arautos revolucionários anti-Trump, que defendem o candidato de Wall Street, das elites políticas, dos meios de comunicação social, da corrupção e das guerras. É esta a revolução? Revolução anti-sistema foi Trump, mas a propaganda fez muitos pensarem exactamente o contrário. Os que se acham anti-sistema são hoje os carneiros. Ser conservador é hoje a contra-cultura.

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