Trump quer empresas sem dependência da China (e estuda novas sanções)

David Maxwell / EPA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A relação entre Estados Unidos e China parece continuar a azedar. Donald Trump quer que as empresas norte-americanas percam a dependência da China e prepara novas taxas alfandegárias.

Os Estados Unidos da América querem que as empresas percam a dependência das cadeias de fornecimento chinesas, noticia a agência Reuters. Donald Trump equaciona ainda a aplicação de sanções, na forma de novas taxas alfandegárias.

“Temos estado a trabalhar [na redução da dependência chinesa] nos últimos anos mas, agora, estamos a dar mais gás a esses planos”, disse à Reuters Keith Krach, secretário-adjunto para o Crescimento Económico, Energia e Ambiente, citado pelo Observador.

A posição norte-americana em relação à China é justificada pelas suspeitas de que o Governo de Xi Jinping tenha ocultado a existência do novo coronavírus numa fase inicial.

Os Estados Unidos deverá brevemente fazer um anúncio público com os planos relativamente às sanções e ao plano para perder a dependência das cadeias de fornecimento chinesas. Até ao momento fala-se de subsídios para a deslocalização da produção de volta para o país e benefícios fiscais para as empresas.

“Há todo um ímpeto governamental neste sentido”, disse uma das fontes ouvidas pela Reuters. “Este momento criou uma tempestade perfeita, uma pandemia que cristalizou todos os receios que as pessoas tinham em relação a fazer negócios com a China”.

Os EUA estão a preparar a criação de uma liga de países chamada “Rede de Prosperidade Económica”, que poderá juntar países como Austrália, Índia, Japão, Nova Zelândia, Coreia do Sul e Vietname. Segundo o Observador, objetivo é reunir empresas e organizações que se regem pelos mesmos princípios e valores económicos, sociais e políticos

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Finalmente estão a acordar. Mas não vão lá com taxas alfandegárias, quem paga é o consumidor! Só com taxas anti dumping.

  2. É bom não esquecer que se a China é hoje a potência industrial e tecnológica que é deve-o às empresas americanas, e também de outros países tecnologicamente avançados, que transferiram para a China as suas tecnologias na mira de obterem maiores lucros com a mão-de-obra barata e a produção dos seus equipamentos a baixo preço. A China não fez mais do que aproveitar a embalagem e um bom negócio para avançar ainda mais e ser hoje o país que mais investe em investigação e tecnologias avançadas

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