Três mil litros de “o menino mija” esgotaram em duas semanas

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Os licores da Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos Lda, a fábrica da "Mulher do Capote"

Os licores da Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos Lda, a fábrica da “Mulher do Capote”

Perto de três mil litros de um licor com o nome da tradição natalícia açoriana “o menino mija” esgotaram em apenas duas semanas, revelou hoje o produtor, que quer exportar o produto para os Estados Unidos em 2015.

“Este ano foi uma experiência. Tivemos à volta de dois mil e quinhentos litros ou três mil litros. Esgotou rapidamente. Para o ano vamos produzir muito mais e tentar colocar nos EUA”, afirmou à Lusa Eduardo Ferreira, proprietário da Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos Lda., fundada em 1993 na cidade da Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel.

Pelo Natal e até ao dia de Reis (06 de janeiro) vive-se nos Açores a tradição do “menino mija”, que junta grupos em peregrinação por casas de amigos e familiares, constituindo um símbolo do património etnográfico do arquipélago.

“Colocámos dentro de uma garrafa esta tradição. Tem tudo a ver connosco. Chama a curiosidade às pessoas e isso é um potencial comercial”, disse Eduardo Ferreira, acrescentando que o resultado da primeira experiência foi toda vendida na região e que a marca “O menino mija” já foi registada pela fábrica de licores.

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A Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos Lda. foi "fundada em 1993 com saberes de 1936"

A Fábrica de Licores Eduardo Ferreira & Filhos Lda. foi “fundada em 1993 com saberes de 1936”

Segundo Eduardo Ferreira, esta é “uma aposta ganha”, pelo que a ideia, no próximo ano, é “produzir mais e exportar para os Estados Unidos”, algo que “já está a ser tratado em termos de autorizações”.

“As pessoas perguntam de que é feito o licor, porque não vem na garrafa os ingredientes, mas isso já foi de propósito. Quando vai a casa dos amigos e pergunta se o menino mija, o senhor não sabe o que vai tomar”, disse, acrescentando apenas que a fruta utilizada neste e nos restantes licores produzidos pela sua fábrica é toda dos Açores.

Neste momento, a fábrica de licores de Eduardo Ferreira importa apenas ginga, pois toda a restante fruta utilizada no fabrico das bebidas alcoólicas é plantada e colhidas nos Açores.

A criatividade, a constante inovação e a qualidade são para Eduardo Ferreira, antigo emigrante nos EUA, o segredo do sucesso da fábrica, que em 2015 vai começar a produzir gin e rum com sabores de frutas locais.

“Não é por acaso que no ano passado subimos 17% nas vendas, num ano de crise. Estamos constantemente a investir e a melhorar”, referiu Eduardo Ferreira.

O empresário revelou, ainda, que tenciona abrir, em fevereiro, a segunda loja da “Mercearia dos Açores” em Lisboa, dado o sucesso obtido com a primeira, localizada na baixa da capital e onde se podem encontrar vários produtos genuinamente açorianos.

/Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. “As pessoas perguntam de que é feito o licor, porque não vem na garrafa os ingredientes, mas isso já foi de propósito. Quando vai a casa dos amigos e pergunta se o menino mija, o senhor não sabe o que vai tomar”………. Pergunto isto não é ilegal??

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