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Tratamento oral contra a Ómicron é eficaz

Kena Betancur / AFP

Pfizer assegurou que os estudos que realizou em laboratório provam que o Paxlovid é um “potente inibidor”.

É um tratamento oral que mistura nirmatrelvir – impede a propagação do coronavírus devido à inibição da enzima proteasa – e ritonavir – utilizado para aumentar a duração da inibição. Chama-se Paxlovid e é eficaz, mesmo contra a Ómicron.

A garantia foi dada nesta terça-feira pela Pfizer, a farmacêutica que, entre outras missões, tem fornecido a milhões de pessoas a vacina contra a COVID-19.

Foram realizados estudos em laboratório e a Pfizer anunciou que os estudos apontam para um tratamento que “tem o potencial de manter concentrações de plasma muito superiores à quantidade necessária para evitar que a Ómicron se replique nas células”.

“Desenhamos especificamente Paxlovid para manter a sua actividade face ao coronavirus, bem como às variantes que actualmente causam preocupação e que têm predominantemente mutações nas proteínas das suas espículas”, lê-se no comunicado.

E o documento assegura ainda: “Os resultados mostraram em todos os casos que o nirmatrelvir era um potente inibidor”.

O Paxlovid, se confirmar que mantém uma actividade viral in vitro contra a Ómicron, deverá reduzir o risco de hospitalização ou morte em cerca de 90 por cento.

Em Israel, o medicamento mostrou ter uma eficácia elevada em utentes com sintomas ligeiros ou médios: 60 por cento dos pacientes começaram a sentir-se melhor nas primeiras 24 horas, depois de ingerirem o Paxlovid. A percentagem de melhorias significativas subiu para 92 por cento ao fim de três dias.

  Nuno Teixeira da Silva, ZAP //

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