Tóquio acaba com regras que obrigam alunas a usar cabelo preto e roupa interior branca

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Em Tóquio, as alunas do ensino secundário já não vão precisar de pintar o cabelo de preto ou usar roupa interior branca. Chegaram ao fim as regras e códigos de conduta que definiam como as estudantes se deveriam apresentar e comportar.

Durante décadas, as escolas públicas japonesas regeram-se por códigos de conduta e de vestuário que definiam que as alunas tinham de ter cabelo preto, usar roupa interior branca e cabelo solto.

As raparigas estavam proibidas de usar rabo de cavalo, com base na justificação sexista de que os pescoços poderiam “excitar sexualmente” os alunos do sexo masculino.

Eram vários os estudantes e pais que criticavam estas regras draconianas, conhecidas como buraku kosoku, sob o argumento de que inibiam a liberdade e a individualidade das estudantes. Foi nesse sentido que o Conselho da Educação de Tóquio decidiu, recentemente, suspender estes regulamentos.

Segundo a VICE, cerca de 200 escolas secundárias públicas da capital aboliram cinco regras controversas, juntando-se a um crescente movimento nacional para acabar com a regulamentação excessiva do aspeto das estudantes.

Chegam assim ao fim regras relacionadas com as cores do cabelo e da roupa interior. As escolas também vão passar a permitir uma maior variedade de penteados e os alunos serão autorizados a frequentar o estabelecimento de ensino quando forem suspensos – embora tenham de ficar numa sala separada dos colegas.

Também será banido todo o tipo de linguagem ambígua nas diretrizes sobre o aspeto e o comportamento dos alunos do secundário.

As regras draconianas surgiram nas escolas japonesas nos anos 70 e 80, quando os pedagogos impuseram regulamentos mais rigorosos para reprimir a violência e o bullying escolar.

  ZAP //

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