Teletrabalho: os chefes andam desconfiados

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Líderes de empresas com dúvidas em relação à produtividade e ao empenho dos funcionários, mesmo em regime híbrido.

O teletrabalho, fenómeno raro em Portugal até Março de 2020, passou a ser a regra em muitas empresas – e em muitas casas.

A maioria dos trabalhadores agradece. Poupa-se dinheiro em viagens, alimentação, poupa-se tempo no trânsito, poupa-se o ambiente, estão mais tempo próximos da família.

Claro que também há trabalhadores que preferem estar na sede da empresa. Não gostam de estar sempre em casa, preferem cumprir aquela viagem diária e preferem estar com outras pessoas todos os dias.

E claro que também há chefes que “torcem o nariz” a este regime. Ou mesmo a um regime híbrido, adoptado em milhões de empresas no planeta.

Alegam – e com lógica – que se perde o espírito de equipa, que os seus funcionários já nem se conhecem, que até se podem esquecer que estão todos a trabalhar para o mesmo.

E também estão incertos em relação à produtividade dos trabalhadores, avisa o portal The Next Big Idea, citando um relatório recente da Microsoft que envolveu mais de 20 mil pessoas.

Os funcionários estão em casa, o controlo é menor – e a concentração do funcionário pode ser menor. Por isso, há gerentes que estão a utilizar software para tentar controlar o trabalho à distância.

A Microsoft não concorda com esse método. Aliás, a produtividade é uma “paranóia” que deve ser esquecida.

O mesmo relatório exibe uma já esperada dicotomia: os funcionários dão prioridade à sua família, à sua vida pessoal, recusam voltar à empresa todos os dias; os chefes acham que isto é sinónimo de menor empenho no emprego.

A empresa defende uma nova abordagem ao trabalho: “Já não é apenas um lugar. É uma experiência que precisa de transcender o tempo e o espaço – permitindo aos colaboradores permanecer empenhados e conectados, independentemente do local em que estejam”.

No final das contas, lembra a Microsoft, “quando os empregados proliferam, as empresas prosperam”.

  ZAP //

1 Comment

  1. Óbvio, a Microsoft fez e continua a fazer fortuna com ferramentas para teletrabalho, se acaba, la se vai mais uma mina de ouro !!

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