Estudo sugere os T-Rex tinham braços pequenos para que os amigos não os arrancassem à dentada

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(dr) Jorge Gonzalez

A evolução terá levado a que os T-Rex ficassem com braços pequenos para que outros T-Rex não os mordessem por acidente quando estes comiam juntos.

Uma das questões que continua a intrigar os paleontólogos é a razão que levou a que os braços dos Tiranossauros Rex fossem tão pequenos em comparação com o corpo.

Um novo estudo publicado na Acta Palaeontologica Polonica dá uma resposta fora da caixa a esta questão, sugerindo que estes dinossauros evoluíram para terem braços tão pequenos para que houvesse menos risco de outros T-Rex os morderem enquanto comiam juntos.

“E se vários Tiranossauros adultos convergissem em torno de uma carcassa? Temos um grupo de crânios gigantes, com mandíbulas e dentes incrivelmente fortes, a cortar e mastigar carne e osso lado a lado. E se um amigo acha que o outro se está a chegar demasiado? Pode avisá-lo ao cortar-lhe o braço”, revela o autor Kevin Padian.

O cientista chegou a esta conclusão depois de medir um fóssil quase completo de um exemplar T-Rex chamado MOR 555, escreve o Science Alert. Padian acredita que algumas das hipóteses anteriores, como uma que apontava que os braços pequenos eram mais úteis durante as relações sexuais, são improváveis, visto que os braços são tão curtos e fracos que não seriam de qualquer uso.

Em vez disto, Padian acredita que os braços pequenos eram uma vantagem da evolução para que estes não atrapalhassem quando os grupos dos T-Rex tinham um banquete juntos, já que ter os membros compridos colocar-los-ia perigosamente próximos das mandíbulas mais mortíferas do mundo.

“O perigo de ferimentos, amputações, infeções, doenças e, em último caso, a morte, seria uma força seletiva para a redução, independentemente da funcionalidade dos membros”, explica Padian, que sublinha que esta redução “serviu um propósito maior” do que a mera funcionalidade.

O autor admite que esta ideia é só uma hipótese e que ainda não tem provas concretas, mas sugere mais formas para a testar — por exemplo, com a observação sobre se os T-Rex tinham menos marcas de mordidas nos braços do que noutras partes do corpo.

“O que eu queria fazer era estabelecer que as ideias predominantes sobre a funcionalidade simplesmente não funcionam. Isto leva-nos de volta à estaca zero. Daí, podemos ter uma abordagem integrada, pensando sobre a organização social, comportamentos alimentares e fatores ecológicos, além das considerações puramente mecânicas”, remata.

  ZAP //

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