Supervulcão na Nova Zelândia ressoa tanto que está a desnivelar o chão à superfície

Krzysztof Golik / Wikipedia

Nos últimos 35 anos já houve sete episódios de ligeira agitação geológica no lago. O desnivelamento da superfície pode afetar os edifícios e tubos que passam na região.

Por baixo da aparência tranquila do lago Taupō, há uma grande agitação geológica a acontecer. Segundo um novo estudo publicado na New Zealand Journal of Geology and Geophysics, as mudanças na caldeira debaixo do lago estão a até afetar o solo.

As águas do Taupō assentam sobre uma caldeira pré-histórica formada durante a última supererupção mais recente na Terra, a erupção Oruanui, há 25 400 anos.

Quando o magma é libertado de um supervulcão (definido por ter libertado pelo menos 1000 quilómetros cúbicos de material numa erupção) num evento com esta supererupção, as aberturas de magma esvaziadas começam a ceder, a superfície da Terra afunda-se e a paisagem é mudada permanentemente, transformando-se numa caldeira.

Nos últimos 12 mil anos, o vulcão Taupō já ficou ativo 25 vezes. A sua erupção mais recente foi em 232, desde então teve mais quatro episódios registados de agitação e em 1922 houve uma enorme subsidência do solo.

Os cientistas estudaram os períodos de agitação mais modernos, analisando 42 anos de dados recolhidos em 22 sítios espalhados pelo lago — e há sinais de que o supervulcão ainda está a ribombar.

A técnica usada envolve o uso de um medidor da deslocação vertical do leito do lago. Em 1983, o sistema detetou a subida ou descida em vários locais e pouco tempo depois, a região foi abalada por vários pequenos sismos, o que desnivelou várias zonas do lago, escreve o Science Alert.

Estes sismos foram os primeiros de sete pequenos episódios de agitação registados nos últimos 35 anos. Os autores notaram que durante estes períodos, o nordeste do lago, que está mais perto do centro do vulcão, tendeu a levantar-se, enquanto que o leito do lago perto do centro se afundou. Já o sul também se afundou ligeiramente.

O levantamento de 16 centímetros, apesar de não ser catastrófico, é suficiente para causar alguns danos nos edifícios e nos tubos. Os autores especulam que seja causado pela maior proximidade do magma à superfície durante os períodos de agitação e asseguram que, por enquanto, não há provas de que o vulcão vá entrar em erupção em breve.

  ZAP //

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