Stonehenge misterioso na Austrália pode ser ainda mais importante que o original

Richard Patterson

Imagem computorizada que mostra como seria a versão australiana de Stonehenge.

Imagem computorizada que mostra como seria a versão australiana de Stonehenge.

Um historiador amador despoletou um processo que parece confirmar a descoberta de uma misteriosa versão australiana do monumento pré-histórico britânico Stonehenge. E que até pode ser mais importante do que o original.

Richard Patterson, professor voluntário da Sociedade Histórica do Vale de Brunswick, na Nova Gales do Sul, Austrália, encontrou as cartas de um jornalista que falam da existência desse “Stonehenge australiano”.

Descobertas em 2013, mas só agora divulgadas, as cartas são da autoria do jornalista australiano Frederic Slater, já falecido, e darão detalhes sobre o local deste “Stonehenge da Austrália” e que pode ser ainda “mais importante” do que o monumento pré-histórico que atrai milhares de pessoas a Wiltshire, em Inglaterra.

Segundo o Daily Mail, estas formações rochosas misteriosas foram destruídas em 1940 por ordem do agricultor que era proprietário do local onde se encontravam.

Perante os rumores da descoberta de Slater, que foi presidente da Sociedade Arqueológica Australiana nos anos de 1930, o agricultor temeu perder a posse do terreno e decidiu destruir as formações rochosas.

Durante anos, este “Stonehenge australiano” ficou abafado.

O local exacto onde se situava é agora desvendado pelos escritores Steven e Evan Strong, pai e filho, que analisaram as cartas e concluíram que se situava a cerca de 40 quilómetros de Mullumbimby, no norte da Nova Gales do Sul.

“O monte é um dos mais antigos; devo dizer a mais antiga forma de templo do mundo e remonta à Idade Paleolítica com o advento do primeiro homem”, terá escrito Slater, segundo os Strong que divulgam as suas descobertas no blog Forgotten Origin.

O jornalista terá apurado que o local incluiria muito mais do que apenas uma colecção de rochas com símbolos e que apresentaria, nomeadamente, vestígios da primeira linguagem sagrada.

“A linguagem que falamos hoje não é anglo-saxónica, mas simplesmente aborígene”, terá escrito Slater, conforme alegam os Strong.

“Slater falava sobre o princípio dos tempos e da humanidade começar na Austrália e do início da linguagem aqui. Ele estava a trabalhar na primeira linguagem. Estava a trabalhar num dicionário. Dizia nas suas cartas que tinha chegado a 28 mil palavras“, conta Steven Strong

SV, ZAP

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4 COMENTÁRIOS

  1. Mais importante em que sentido? Por ser um tipo de cromeleque invulgar? No entanto, diferente não é o mesmo que mais importante. E porquê chamar-lhe Stonehenge? Não parece ter nada em comum. Alguém no seu perfeito juízo chamaria Stonehenge a Almendres, por exemplo? E Almendres existe, não é só uma imagem computorizada que afinal nada prova.

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