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Sprinter americana favorita ao ouro em Tóquio suspensa após teste positivo à canábis

Getty Images North America / AFP

Sha’Carri Richardson

Notícia foi tornada pública uma semana antes da data limite para o Comité Olímpico norte-americano submeter o nome dos atletas que irão representar os EUA. Richardson poderá ainda competir na estafeta 4×100 caso seja selecionada para a equipa olímpica pelo organismo que dirige o atletismo no país.

Há cerca de três semanas Sha’Carri Richardson tornou-se a favorita ao ouro olímpico após vencer os trails norte-americanos — prova de seleção para os Jogos Olímpicos — na categoria de 100 metros.

No entanto, um teste positivo pelo consumo de canábis pode impedir a atleta de competir em Tóquio, motivando uma suspensão de um mês ordenada pela Agência Norte Americana Anti-Doping.

O período da penalização inviabiliza Richardson, que já aceitou publicamente a punição, de competir nas provas individuais de velocidade, mas permite-lhe, caso seja escolhida para integrar a equipa olímpica, participar na estafeta de 4×100 metros — a decisão está a cargo da U.S.A. Track & Field, o organismo que dirige a modalidade no país.

Na realidade, a suspensão da atleta termina a tempo dos eventos de pista dos JO de Tóquio, no entanto, o teste positivo invalida os resultados conseguidos nas categorias disputadas nos trails e, possivelmente, o lugar na equipa olímpica.

Segundo as regras, seis atletas de cada país podem ser escolhidos para competir nas provas de estafetas, sendo que quatro dos quais devem ter terminado nos três primeiros lugares no processo de seleção do seu país e um considerado alternativa. Os organismos nacionais podem decidir os restantes dois elementos.

A U.S.A. Track & Field já emitiu um comunicado, na qual descreve a presente situação como “incrivelmente infeliz e devastadora para toda a gente envolvida”, não se tendo pronunciado sobre a possível participação de Richardson em Tóquio. Entretanto, já terão informados as atletas que irão substituir Richardson em Tóquio.

Numa entrevista concedida à televisão NBC, na última sexta-feira, a velocista justificou o teste positivo com a morte inesperada da mãe — um acontecimento que terá acontecido quando Richardson estava no Oregon a competir precisamente nos trails norte-americanos.

A notícia foi dada à atleta por um jornalista durante uma entrevista, um momento que Sha’Carri classificou como chocante. “Dexou-me num estado de pânico emocional”, cita o The New York Times. “Eu não sabia como controlar as minhas emoções ou lidar com elas durante aquele momento”.

A canábis consta da lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Anti-Doping, instituição da qual os comités olímpico e paralímpicos norte-americanos são signatários — seguindo, por isso, obrigados a seguir as suas regras.

O consumo da substância está banido durante os períodos de competição, o qual se inicia às 23:59 no dia anterior à prova e termina simultaneamente com a competição.

De acordo com a Agência Anti-Doping Norte Americana, a canábis está proibida por “melhorar o desempenho dos atletas” e, consequentemente, constituir um risco para os desportistas e violar o espírito do desporto.

A notícia do teste positivo de Richardson foi tornada pública uma semana antes da data limite para o Comité Olímpico norte-americano submeter o nome dos atletas que irão representar os EUA nas olimpíadas deste ano.

  ARM, ZAP //

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