Não somos só o que comemos, “somos o que vemos” no dia-a-dia

No que diz respeito à saúde física, somos o que comemos. Mas e quanto à saúde mental? Segundo o médico David Fryburg, endocrinologista, somos o que vemos.

Conforme aponta Fryburg, a comida é uma mistura complicada de fontes de energia – calorias – , proteínas (para fazer novos tecidos como músculo, pele e curar feridas) e micronutrientes como vitaminas para apoiar uma ampla gama de processos bioquímicos. Quando as dietas estão desequilibradas, diferentes funções no nosso corpo podem sofrer.

Por exemplo, pouca vitamina D pode levar a fraqueza óssea e muita vitamina D pode levar a cálcio no sangue, pedras nos rins e possivelmente problemas no fígado. Logo, a chave para uma boa saúde nutricional parece ser o equilíbrio e a moderação.

Há alguns anos, quando se deu conta de que estava “a ingerir” muitas notícias negativas, Fryburg percebeu que o equilíbrio também é o segredo para uma excelente saúde mental.

Fryburg começou a refletir sobre a sua “dieta visual” e descobriu que alguns breve minutos de exposição a notícias negativas podem induzir ansiedade, stress e sintomas de depressão em algumas pessoas.

Um grupo de investigadores concluiu que um vídeo de 14 minutos com notícias televisivas negativas pode aumentar rapidamente a ansiedade e a tristeza. Além disso, os participantes do estudo que viram notícias negativas – em contraste com vídeos positivos ou neutros – expressaram uma maior ansiedade relacionada com as suas próprias questões pessoais.

Notícias deprimentes e que induzem o medo podem fazer com que as pessoas se sintam mais tristes e ansiosas, o que, por sua vez, pode ampliar os seus próprios problemas por algum tempo – um ciclo emocional negativo que se pode “autorreforçar”.

Por outro lado, os poucos estudos que existem sobre o impacto de notícias positivas sugerem que fontes de media inspiradoras têm efeitos opostos. Um estudo descobriu que assistir a um vídeo curto de quatro minutos de um jovem que construiu uma casa para os sem-abrigo na Filadélfia induziu gratidão e amor nos espetadores.

Outros estudos indicam que a visualização de vídeos inspiradores pode ter efeitos positivos ou desejáveis sobre o preconceito sexual, bem como estimular as mães a amamentar.

“Este estudo conduziu-nos à frase Assim como somos o que comemos, somos o que vemos”, explica Fryburg.

O cientista esclarece que a palavra “dieta” não se refere apenas aos alimentos que comemos – vem do grego para “estilo de vida”. Com essa definição ampliada, a expressão tem um significado mais abrangente em relação às coisas que absorvemos e o impacto que elas têm.

Mas isto não significa que que deva começar a ignorar notícias negativas. Fryburg acredita que, a partir delas, é possível aprender coisas importantes que podem ajudar a entender o que as outras pessoas estão a passar e como se pode resolver problemas.

ZAP //

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