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As mulheres são mesmo o sexo mais forte

Um estudo recente comprovou que as mulheres são mais resistentes e têm maiores probabilidades de sobrevivência em períodos de fome e doenças do que os homens.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Granada tinha já descoberto em 2016 que afinal o sexo fraco é o mais forte – e aparentemente, desde o berço.

Agora, um novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revela que as mulheres não só têm uma esperança média de vida superior à dos homens como esta vantagem se mantém mesmo em tempos de adversidades, como fome, epidemias ou escravatura.

No estudo foram analisados os registos de mortalidade – que datam de há quase 250 anos – com dados de pessoas que morreram precocemente por fome, doença ou falta de condições. Em circunstâncias em que a mortalidade era alta para ambos os sexos, os investigadores descobriram que as mulheres viviam mais do que o sexo masculino.

O estudo – liderado por Virgilia Zarulli, professora da Universidade do Sul da Dinamarca e pelo investigador James Vaupel, da Universidade de Duke, nos EUA – comprova que, em alguns casos, as mulheres viviam apenas alguns meses a mais do que os homens, mas noutros viviam até quatro anos mais.

Os investigadores analisaram vários grupos de populações que passaram por períodos adversos e, segundo Zarulli, esta diferença está na presença do duplo cromossoma X nas mulheres.

Esta “presença dupla” pode ser vantajosa para as mulheres ao evitar que sofram de doenças com origem num dos cromossomas sexuais – que se manifestaria nos homens por só terem um cromossoma X e, no caso da mulher, é “abafado” pelos genes homólogos do outro cromossoma.

De acordo com o Público, também a presença de estrogénio ajuda a fortalecer o sistema imunitário da mulher contra doenças infecciosas e pode ter efeitos anti-inflamatórios. Pelo contrário, a testosterona pode estar associada a um maior risco de mortalidade nalgumas doenças.

Há já muitos anos que se percebeu que as mulheres têm uma esperança média de vida maior do que a dos homens. No entanto, este estudo veio comprovar que, mesmo em situações complicadas, as mulheres vivem mais, sendo mais resistentes.

Além disso, as conclusões do estudo revelam que as “campeãs da esperança de vida” vivem mais tanto por influência de fatores sociais, mas também por culpa dos fatores biológicos.

  ZAP //

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