SNS perdeu dois mil assistentes em sete anos. Há “um auxiliar para 20 pessoas”

Entre 2011 e 2018, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) perdeu quase dois mil assistentes operacionais, avança o jornal Público esta quinta-feira.

De acordo com o diário, que cita o Relatório Social do Ministério da Saúde e do SNS esta semana divulgado, o número de auxiliares desceu de 27 mil para pouco mais de 25 mil.

 

Em declarações ao jornal, o presidente do Sindicato Independente dos Técnicos Auxiliares de Saúde (SITAS), Paulo de Carvalho, a falta destes profissionais acaba por se refletir em “atrasos e faltas nos cuidados” prestados aos pacientes.

“Há doentes que comem às três da tarde”, exemplifica o responsável, que explica depois que esta situação ocorre porque existe apenas “um auxiliar para 20 pessoas”.

Outros pacientes há que podem “ficar duas horas ensopados em urina“, uma vez que têm que esperar que alguém venha mudar as fraldas, lamenta Paulo de Carvalho.

O salário mínimo que auferem e o facto de não existir uma carreira específica de técnico auxiliar de saúde (extinta em 2008), podem justificar as contratações limitadas destes funcionários, a par dos orçamentos.

“As exigências são cada vez maiores e o nosso salário continua nos 683 euros ilíquidos por mês”, diz também Luís Grabulo, presidente da Associação Sindical do Pessoal Administrativo da Saúde, citado pelo mesmo jornal.

Para responder às necessidades do SNS, e de acordo com números do SITAS, seria necessário contratar 4500 novos profissionais.

No mesmo período de tempo, o número de assistentes técnicos, grupo profissional que inclui secretários clínicos e outros funcionários administrativos, encolheu em 1600 trabalhadores – atualmente são 15.890.

Trajetória diferente têm os enfermeiros e médicos: de acordo com o relatório do SNS, entre 2011 e 2018, o número destes profissionais de saúde cresceu de forma impressiva.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Num sábado ao final da tarde, em que havia cerca de dez pessoas com fita (pulseira) verde na sala de espera de uma urgência de hospital público (SNS), no dia 14 de Setembro, o tempo de espera foi de 240 minutos (QUATRO HORAS). A fita verde indica um tempo de espera a rondar 120 minutos (DUAS HORAS).
    Os casos de “grande” urgência que chegaram nesse período devem ter sido uns 4 – 5, e todos com pulseira amarela, e portanto foram logo atendidos.
    .
    Havia aí um outdoor do PSD que fala(va) em > 780.000 Portugueses sem médico de família!!!
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    Será verdade?!
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    São mesmo esses os números?!
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    Ou seja, se esses 780000 forem encaminhados para um médico de família, qual será probabilidade de o SNS colapsar?!
    .
    Depois de QUATRO HORAS numa sala de espera com uma pulseira verde, pergunto se há por aí algum geringonço que faça um desenho ou explique estas coisas em duas ou três centenadas?!

  2. Esse Centeno que desapareça quanto antes. Esse canalha tem sido o coveiro do SNS. E Costa, impávido e sereno, de braço dado com esse boçal energúmeno. Este governo é a ruína dos serviços do Estado.

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