Sismo faz mais de 1.600 mortos em Myanmar. UE envia 2,5 milhões de euros de ajuda

STRINGER / EPA

Pagode Maha Myat Muni desmoronado na sequência do sismo em Mandalay, Myanmar

Mais de 1.600 pessoas morreram em Myanmar (antiga Birmânia) em resultado do sismo de magnitude 7,7 ocorrido no centro do país esta sexta-feira.

O sismo de sexta-feira matou 1.644 pessoas e feriu outras 3.408, até ao momento (tarde de sábado), segundo as autoridades de Myanmar.

Uma equipa de 37 socorristas chineses chegou hoje a Myanmar, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua. Dezasseis outros membros da Blue Sky Rescue (BSR), uma das principais organizações humanitárias não-governamentais da China, também partiram para a Birmânia, transportando kits de primeiros socorros, geradores de energia e ferramentas de demolição em cinco veículos.

A União Europeia anunciou uma ajuda de 2,5 milhões de euros a Myanmar e mobilizou o programa de observação por satélite para ajudar a socorrer as vítimas do terramoto.

“Os satélites europeus Copernicus já estão a ajudar os primeiros socorristas. Estamos prontos para prestar mais apoio”, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

Também na sexta-feira, várias organizações internacionais anunciaram a disponibilização de ajuda, incluindo a Organização das Nações Unidas, a Organização Mundial de Saúde, os Médicos Sem Fronteiras e os EUA.

Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter provocou na sexta-feira vítimas mortais e o colapso de vários edifícios e monumentos em Myanmar, no Sudeste Asiático.

O sismo ocorreu às 12H50 (06H20 em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros (km), com epicentro localizado a cerca de 17 km de Mandalay, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), que mede a atividade sísmica em todo o mundo.

Mandalay é a segunda maior cidade de Myanmar, com 1,2 milhões de habitantes, e a 270 km a norte da capital, Naypyidaw.

Pelo menos, 10 mortos na Tailândia

Em Banguecoque, na Tailândia, a cerca de mil quilómetros de distância, foram registados, até ao momento, 10 mortos e 100 desaparecidos.

Bella Pawita Sunthornpong estava em Banguecoque, no 33.º andar de um prédio, quando o sismo ocorreu. E contou à CNN que, numa primeira reação, pensava que era apenas uma tontura: “Estava a ver tudo a balançar”.

O sismo também foi sentido em várias cidades do sul da província chinesa de Yunnan, embora até agora os danos registados tenham sido pouco significativos.

ZAP // Lusa

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