Maior sismo desde 1912. Como foi para quem vive no 33.º andar: “Pensei que era uma tontura”

Rungroj Yongrit / EPA

Tailândia e Myanmar abanaram. Pelo menos 154 pessoas mortas, numa contagem que ainda deve aumentar muito.

O forte sismo ocorrido hoje em Myanmar causou pelo menos 144 mortos e 732 feridos no país, segundo um balanço provisório divulgado pelo chefe da junta militar birmanesa.

Min Aung Hlaing apelou a “todos os países, todas as organizações” para que ajudem as vítimas do sismo, cujo balanço inicial era de duas dezenas de mortos em Myanmar, antiga Birmânia.

O sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter foi registado às 12:50 locais (06:20 em Lisboa) pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

Este sismo é o maior com epicentro em Myanmar desde 1912; na altura, com epicentro en Taunffyi, o sismo atingiu a magnitude 7,9.

Tailândia

Pelo menos 10 pessoas morreram, 16 ficaram feridas e mais de 100 continuam desaparecidas em Banguecoque depois de três edifícios em construção terem ruído.

A vice-governadora da capital da Tailândia, Tavida Kamolvej, atualizou o número de mortos, enquanto os esforços de resgate continuam, incluindo num edifício perto do popular mercado de Chatuchak, onde dezenas de pessoas continuam desaparecidas.

A capital da Tailândia ficou paralisada nas últimas horas com medo e caos. Há diversas retiradas de pessoas em toda a cidade, com milhares de pessoas presas durante a maior parte o dia, descreve o Terra.

Esse medo e caos são confirmados por Bella Pawita Sunthornpong, que viu nas ruas muito medo e confusão, com as pessoas a olharem para as suas casas e a perguntarem: “Vai cair?”.

Bella estava em Banguecoque, no 33.º andar de um prédio, quando o sismo ocorreu. E contou à CNN que, numa primeira reação, pensava que era apenas uma tontura: “Estava a ver tudo a balançar”.

“Mas eu estava a sair para outra sala e comecei a ver que a lâmpada do teto estava, tipo, realmente a abanar” – aí pegou no telefone e começou a correr e a pedir a toda a gente para sair dali.

Enquanto saía do edifício, a tinta do teto estava a cair e tudo ainda balançava: “Estava a pensar: aconteça o que acontecer, só preciso de continuar a correr até atingir o chão”.

A tailandesa já deixou a cidade e muitos dos seus amigos decidiram não voltar para casa. Não se sentem seguros: “Há muitas fissuras por todo o lado, por isso as pessoas ainda estão um pouco assustadas esta noite.”

ZAP // Lusa

Deixe o seu comentário

Your email address will not be published.