Sindicatos de Polícias reiteram insatisfação com subsídio de risco proposto pelo Governo

José Sena Goulão / Lusa

Cerco policial ao bairro da Quinta das Lagoas, no Seixal.

Dois sindicatos da Polícia de Segurança Pública (PSP) reiteraram esta segunda-feira, à saída de audiências com uma assessora da Presidência da República, a insatisfação das forças de segurança em relação ao subsídio de risco proposto pelo Governo.

À porta do Palácio de Belém, em Lisboa, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, disse à Lusa que “o valor encontrado pelo Governo não vai ao encontro daquilo que eram as expetativas iniciais e não respeita a dignificação da carreira”.

O Ministério da Administração Interna propôs um novo suplemento por serviço de risco nas forças de segurança, que substituirá o atual, no valor de 100 euros para os elementos em funções de ronda e patrulha, 90 euros para quem têm funções de comando e 80 euros para os restantes operacionais, significando, na prática, um aumento de 68, 59 e 48 respetivamente, uma vez que o suplemento por serviço nas forças de segurança é atualmente de 31 euros.

Em declarações à Lusa após reunião, também o vice-presidente do Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), Rui Neves, considerou o valor proposto pelo Governo como “não digno” e “vergonhoso”.

Em julho, os sindicatos reuniram-se duas vezes com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna e, por não ter sido apresentada uma nova proposta por parte da tutela, os elementos da PSP e da GNR realizaram vários protestos e vigílias por causa do subsídio de risco.

Enquanto o SIAP exige um subsídio de risco no valor de 430,39 euros, a ASPP/PSP defende o pagamento faseado do subsídio de risco até 2024. Em janeiro de 2022 seria pago 200 euros, em 2023 aumentava para 300 euros, fixando-se em 2024 nos 430 euros.

O subsídio de risco é uma das principais e mais antiga reivindicação dos polícias e a atribuição deste suplemento está prevista no Orçamento do Estado deste ano, numa decisão dos partidos da oposição e não do Governo.

Os “baixos vencimentos” e a alteração das tabelas remuneratórias foram outros temas levados a Belém.

O SIAP quis ainda partilhar a sua preocupação com “o envelhecimento das carreiras, o sucessivo impedimento das passagens à pré-aposentação por força de condicionantes como o Orçamento do Estado, a falta de candidatos à profissão” e as “dificuldades na mobilidade”.

Ambos os sindicatos esperam que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, “através da sua magistratura de influência”, pressione o Governo nestes assuntos.

// Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Estava de acordo com o sindicato da policia se pedisse um ordenado mais justo, que os familiares dos policias mortos em serviço fossem pagos rapidamente, num ordenado justo na reforma os agentes da autoridade sempre levavam mais de reforma, o que não acontece com subsidio de risco, perguntar não ofende: com o aumento do subsidio de risco os agentes deixam de ter risco?

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