Sindicato da PSP quer salário de 1.250 euros (e não os atuais 789) para polícias em início de carreira

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) defendeu esta quinta-feira um salário de 1.250 euros para os polícias em início de carreira, justificando o valor com as “exigências da missão”. Atualmente, os profissionais em início de carreira auferem 789 euros.

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A posição consta num comunicado para dar as boas vindas aos 571 novos agentes, que na quarta-feira realizaram a cerimónia de final de curso, noticia a agência Lusa.

Na nota, ASPP dá conta que a maioria destes polícias vão ser colocados em Lisboa, onde existem dificuldades de alojamento e vão receber um salário base de 789 euros, além de lhes ser exigido que “deem a vida se preciso for”.

“O salário em início de carreira na polícia deveria ser no mínimo de 1.250 euros. Mais justo tendo em conta as exigências da missão”, defende o maior sindicato da PSP.

Para a ASPP, os novos polícias vão conhecer uma instituição “que não consegue encontrar instrumentos para motivar ou manter a motivação dos profissionais, que as perspetivas de carreira são quase nulas e que o apoio do poder político no desempenho da missão praticamente não existe”.

Segundo a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, a PSP enfrenta os mesmos problemas há anos. A ASPP apelou ainda ao Governo para rever “o mais breve possível alguns dos procedimentos internos”, nomeadamente carreiras, salários, sobretudo no início da carreira, direitos e as compensações a atribuir.

Ministro realça o contributo das forças de segurança

Nesta quinta-feira, o ministro da Administração Interna realçou o “contexto singular” em que decorreu o compromisso de honra dos 571 novos agentes da PSP, saudando a forma como as forças de segurança intervieram durante o estado de emergência.

Eduardo Cabrita presidiu à cerimónia de compromisso de honra dos 571 alunos do 15.º curso de formação de agentes e do 2.º curso de formação de agentes da banda de música da PSP, assistindo ao ato solene que decorreu na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas (Santarém), em simultâneo com outros 37, em vários pontos do país, cada um com a presença de duas dezenas de alunos e sem a presença de familiares e amigos, devido às medidas decorrentes da pandemia da covid-19.

No discurso proferido numa parada quase vazia, com os novos agentes a guardarem uma distância de mais de dois metros entre si, o ministro afirmou que, durante o período de 45 dias do estado de emergência, num regime de exceção vivido pela primeira vez em democracia, as forças de segurança foram “decisivas” para a forma como as populações cumpriram as regras de confinamento.

Eduardo Cabrita realçou a forma “proporcional” e “adequada” da atuação policial, sublinhando que “nunca houve qualquer alegação de abuso de autoridade” e que a forma pedagógica, de aconselhamento e apoio às populações foi determinante para a aplicação das medidas de recolhimento, sem comprometer as liberdades, sinal de que Portugal vive numa “democracia madura”.

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“Ao contrário do que alguns previam, neste período, a segurança foi mantida, a criminalidade baixou e a confiança dos portugueses nas instituições foi reforçada”, disse.

O ministro recordou que Portugal surgiu em 2019 no 3.º lugar no ranking do Global Peace Índex, subindo 15 lugares em cinco anos, afirmando-se “como um dos países mais seguros do mundo”. Eduardo Cabrita declarou que a entrada de 571 novos agentes na PSP se insere no esforço de “rejuvenescimento” desta força policial, lembrando que o plano plurianual de admissões aprovado no orçamento do Estado para 2020 prevê o recrutamento de mil novos agentes até 2023.

  ZAP // Lusa

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