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Em sete ocasiões as pessoas acharam que o mundo ia acabar (e ainda cá estamos)

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Muitas teorias e previsões sobre o fim do mundo foram já criadas. Apesar do interesse que despertam, até à data, nenhuma chegou a confirmar-se. Contudo, são muitas as pessoas que continuam a considerar essas profecias intrigantes, mesmo que as que não acreditam realmente na possibilidade de um planeta alienígena escondido colidir com a Terra e originar o apocalipse.

Um artigo do Business Insider, divulgado na passada quinta-feira, leva-nos numa viagem por sete das previsões apocalípticas sobre o fim do mundo mais populares ou bizarras, que despertaram o fascínio público.

A primeira está relacionada com o cometa Halley, intitulado pela Biblioteca do Congresso americano, em 1910, como “o mau-olhado do céu”. A passagem do cometa levou a uma histeria em massa, com as pessoas a comprar pílulas anti-cometa e máscaras de gás, caso o mesmo atingisse o planeta e provocasse uma explosão.

O Halley mostrou-se inofensivo, tendo passado entre a Terra e o Sol, em maio daquele ano. A cada 75 anos o episódio repete-se, tendo-se verificado em 1986, com previsão que passe novamente em 2061.

Lucas / Flickr

Cometa Halley, capturado por Edward Emerson Barnard a 29 de maio de 1910, no Observatório Yerkes, em Wisconsin (EUA)

Mais recentemente, o tailandês Chen Hong-min, fundador do grupo religioso Chen Tao (que significa “Caminho Verdadeiro”), disse que Deus apareceria a 31 de março de 1998.

Segundo a Enciclopédia Britânica, o líder do movimento mudou-se para Garland, no Texas (EUA), onde supostamente Deus surgiria e o levaria para o céu, bem como aos seus seguidores, em naves espaciais disfarçadas de nuvens. Afirmou, inclusive, que Deus apareceria num canal televisivo americano, a 25 de março, para anunciar o plano.

Quando a profecia não se realizou, Chen Hong-min disse à AP, numa conferência, que as suas previsões podiam ser consideradas “absurdas”.

Outro dos acontecimentos relacionados com o fim do mundo ocorreu a 31 de dezembro de 2000, altura em que muitos acreditavam num caos apocalíptico e no colapso da civilização, causado pela falha dos computadores, dos sistemas públicos, dos bancos e de qualquer dispositivo que contivesse algum tipo de ‘chip’.

O “bug do ano 2000” causou preocupações em todo o mundo, com as lojas a venderem, nesse Ano Novo, ‘kits’ de emergência Y2K, que continham alimentos. A Enciclopédia Britânica informa que cerca de 300 mil milhões de dólares (264 mil milhões de euros) foram gastos em atualizações informáticas para suportar o suposto ‘bug’ do milénio.

kotedre / DeviantArt

Detalhe do LHC, Large Hadron Collider, acelerador de partículas do CERN

Em 2008, com a inauguração do Large Hadron Collider – “o maior e mais poderoso acelerador de partículas do mundo”, segundo a European Organization for Nuclear Research (CERN) -, houve especulações de que o movimento rápido das partículas subatómicas nos seus túneis poderia criar um buraco negro que engoliria a Terra.

À LiveScience, os cientistas do CERN garantiram que, se um pequeno buraco negro fosse criado, este se desintegraria imediatamente, desmentindo assim essas especulações.

Já para o pregador Harold Camping, que se apresentava na rádio e na televisão, o mundo terminaria a 21 de maio de 2011. A sua teoria afirmava que apenas três por cento da população sobreviveria, através de Deus.

De acordo com a VICE, a Family Radio – rede de rádio cristã que hospedou o programa de Harold Camping -, gastou 100 milhões de dólares (88 milhões de euros) para divulgar a sua mensagem. Quando o mundo não acabou, o pregador disse que o arrebatamento tinha sido um “dia do juízo invisível“.

Uma das profecias mais conhecidas relacionava-se com o calendário Maia. Uma pesquisa da Reuters, de 2012, revelava que 10% das pessoas em todo o mundo acreditavam que o calendário Maia podia prever o fim do mundo, com 10% a relatar que se sentiam ansiosas pelo facto de a vida no planeta poder realmente terminar a 21 de dezembro de 2012.

Esta teoria resultou do térmico do calendário Maia, que se daria naquela data, após cerca de cinco mil anos. Reza a lenda que a aldeia de Bugarach, na França, seria o único lugar na Terra que seria poupado. O filme “2012”, protagonizado por John Cusack e Chiwetel Ejiofor, foi lançado em 2009, promovendo ainda mais a teoria.

Jeremy Riel / Flickr

Calendário Maia

Embora tenha sido uma das suposições mais populares, os cientistas “negaram rapidamente essa previsão do fim do mundo”, lê-se no artigo do Business Insider.

Foi um equívoco desde o início“, disse John Carlson, diretor do Centro de Arqueoastronomia da NASA, segundo um artigo publicado na NASA Science. “O calendário Maia não terminou a 21 de dezembro de 2012 e não havia profecias maias a prever o fim do mundo naquela data”, esclareceu.

David Meade, um teórico da conspiração que se autodenomina numerólogo cristão, escreveu no seu livro “Planet X — 2017 Arrival” (“Planeta X – 2017 Chegada“) que um planeta oculto, chamado Nibiru – ou Planeta X -, colidiria com a Terra e a destruiria, a 23 de setembro de 2017.

O teórico disse que usou a geometria das pirâmides de Gizé (Egito) para calcular que o mundo terminaria nessa data, que, afirmava o próprio, tinha sido escrita em código nas pirâmides de Giza. A mesma chegou e passou sem incidentes. A NASA negou a existência de qualquer Planeta X.

  TP, ZAP // Business Insider

1 Comment

  1. A mentalização em massa de ideologias perversas, quer religiosas, quer políticas. Quando o Mundo tiver de acabar, não será anunciado previamente e não existirão kits de sobrevivência que nos salvem, cambada!

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