Serão os cientistas capazes de prever evolução?

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Isabel Gordo, investigadora em Biologia Evolucionária do Instituto Gulbenkian de Ciência

Isabel Gordo, investigadora em Biologia Evolucionária do Instituto Gulbenkian de Ciência

Será possível prever a evolução do vírus da gripe? Ou de que forma as bactérias desenvolvem resistência a antibióticos tão rapidamente? Ou mesmo como as células cancerígenas se propagam dentro de um ser humano?

Estes são alguns dos principais temas de discussão que reúnem cientistas de renome de todo o mundo na conferência científica Forecasting Evolution?, que vai ter lugar na Fundação Calouste Gulbenkian entre 8 e 11 de Julho.

Embora a biologia evolutiva seja considerada uma ciência histórica, debruçando-se essencialmente na reconstrução de eventos passados, cada vez mais o seu foco de estudo tem dado lugar à previsão de eventos futuros.

Até agora, prever a evolução não era um tópico de interesse para os cientistas. Dada a complexidade de factores que podem influenciar este processo, prever de que forma será a vida na Terra daqui a milhões de anos, parece completamente irrealista.

No entanto, experiências realizadas em diferentes organismos, tanto em laboratório como na natureza, parecem indicar que talvez seja possível prever a evolução a curto prazo. E isto poderia trazer bastantes benefícios para a saúde humana.

Fazer previsões sobre as futuras épocas de gripe facilitaria a escolha das vacinas mais apropriadas. As bactérias resistentes a antibióticos são também cada vez mais motivo de preocupação.

E prever a evolução de micróbios em resposta ao uso de antibióticos iria ajudar na tomada de decisões informadas sobre o uso de antibióticos.

Antever de que forma o vírus do HIV pode evoluir ou prever as alterações genéticas que ocorrem durante o desenvolvimento de tumores seria extremamente útil no planeamento de tratamentos de forma a proteger-nos de eventos indesejados.

A verdade é que fazer previsões sobre estas ameaças à saúde humana poderia ajudar a salvar vidas.

Isabel Gordo, investigadora principal no Instituto Gulbenkian de Ciência e uma das organizadoras da conferência, diz que “as experiências que nós e outros laboratórios temos vindo a desenvolver revelam uma notável reprodutibilidade dos alvos genéticos que sofrem alterações evolutivas quando os micróbios se adaptam a ambientes específicos dentro do nosso corpo”.

“Parece que, de certa forma, os micróbios nos estão a dizer que podemos prever a sua evolução a curto prazo”, acrescenta a cientista.

Serão os cientistas capazes de prever a evolução?

Ciência Hoje

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